Aos 36 anos, Klose sabe que está no ocaso da carreira. Meses depois de ser campeão do mundo e de se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, é reserva da Lazio. Entrou 17 vezes em campo pelo Campeonato Italiano, apenas seis desde o começo. Uma delas foi neste sábado contra o Milan, e ele mostrou que embora não tenha mais as pernas de um jovem está com o poder de decisão em dia na vitória do time da capital por 3 a 1.
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A Lazio não poderia vacilar porque briga cabeça a cabeça com Napoli e Sampdoria pela terceira vaga na próxima Champions League. E vacilou: logo aos 4 minutos, Ménez aproveitou um erro da defesa, avançou pela esquerda e chutou cruzado para abrir o placar. Nos 86 minutos restantes, a música teve um único tom, com os donos da casa em busca da virada. Começaram a pressionar imediatamente e colheram os frutos.
Klose foi importante nesse processo não apenas pelo gol
da virada. Aos 20 minutos, abriu a jogada para Candreva e se movimentou com excelência. Ironicamente, errou o cabeceio, seu principal fundamento. Logo em seguida, fez o pivô para o italiano perder um gol feito. O empate era questão de tempo. Na volta do intervalo, Parolo completou cruzamento de primeira e fez 1 a 1. O segundo gol nem exigiu muito esforço. O capitão Montolivo recuou uma bola muito mal, Klose recolheu, aproveitou a lentidão de Mexès e chutou entre Diego López e a trave.
O Milan já estava combalido quando Parolo fez o terceiro para fechar o caixão. Ainda deu tempo de Mexès ser expulso e liberar a sua raiva em Mauri, em uma tentativa de estrangulamento fajuta. O clube vermelho e preto poderia ter subido para a sétima posição com a vitória, mas não conseguiu segurar a Lazio. Nem Klose.



