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Kalinic, sobre sua recusa à China: “Eu realmente não valho €50 milhões”

Nikola Kalinic foi mais um dos jogadores pretendidos pelo futebol chinês. O atacante de 29 anos se tornou alvo do Tianjin Quanjian, treinado por Fabio Cannavaro. Segundo a imprensa italiana, o clube estava disposto a pagar a multa rescisória de €50 milhões, além de oferecer €10 milhões em salários ao croata. Pois Kalinic teve uma entrevista bem sincera ao comentar o episódio, reiterando o seu compromisso com a Viola, após ter renovado recentemente o seu contrato. Posteriormente, o Quanjian fechou a compra de Alexandre Pato.

“Eu realmente não valho os €50 milhões da cláusula de rescisão. Eu não pedi essa cláusula, isso tudo foi discutido entre meu empresário e o clube”, afirmou, ao Corriere della Sera. “O acordo estaria feito se eu dissesse sim, mesmo se eu não soubesse o que o clube havia dito. Fabio Cannavaro me chamou em janeiro, mas, para mim, o assunto estava fechado e nunca seria reaberto. Eu preciso dizer que eu não sabia precisamente de quanto era a oferta, mas dinheiro não é tudo na vida. Eu cheguei na equipe há um ano e meio, não queria ir embora agora”.

Kalinic também indicou que seus valores no futebol são outros e demonstrou sua gratidão com o técnico Paulo Sousa: “Eu penso que ainda tenho muito a dar ao futebol europeu. Minha ideia em ser jogador é enfrentar grandes campeões e disputar jogos importantes. Falei com o presidente duas semanas atrás e ele disse estar feliz com minha decisão. Paulo Sousa apenas me orientou a pensar com cuidado, foi seu único conselho. É um grande técnico e devo tudo a ele. Ele queria me contratar e deu um novo início a minha carreira”.

Contratado junto a Dnipro em 2015, Kalinic é um dos destaques da Fiorentina desde então. O atacante é o artilheiro do time na Serie A, com 10 gols anotados. Além disso, o sucesso em Florença levou o jogador à Euro 2016, após ter perdido a chance de disputar a Copa do Mundo de 2014 com a seleção croata.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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