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José Mourinho sobre o que quer no seu próximo clube: “Eu não quero conflito interno”

José Mourinho já fala sobre como será o próximo clube que ele assumir. O técnico foi demitido em dezembro pelo Manchester United, depois de dois anos e meio de desempenho irregular e, na última temporada, ruim. Seus problemas de relacionamento com a diretoria do clube foram notórios, especialmente em relação a jogadores. Este é um ponto que ele quer evitar no próximo trabalho. O treinador, com passagem por Porto, Chelsea, Internazionale e Real Madrid não quer ter conflito no seu próximo clube.

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“Um clube que não está pronto para ser um caçador de troféus imediatamente, mas com a ambição de ser um caçador de troféus”, afirmou Mourinho. “Eu quero trabalhar com pessoas que eu amo. Pessoas com quem eu queira trabalhar, com quem eu divida as mesmas ideias. Eu não quero estar em permanente contradição entre o que eu penso e o que outros pensam”.

“Era o que eu tinha na Inter. Há clubes assim. Normalmente, esta é uma parte muito importante de um clube de sucesso”, disse o técnico. Mourinho chegou à Inter em 2008 e dirigiu o time por duas temporadas, com dois títulos italianos e, na segunda temporada, a tríplice coroa, com a conquista da Champions League como o ponto alto. Seu nome é especulado para voltar à Itália na próxima temporada, se Luciano Spalletti deixar o cargo.

No Old Trafford, houve divergências entre o técnico e a diretoria sobre jogadores do elenco e sobre a política de contratações. O treinador não falou especificamente do seu tempo no comando do Manchester United, mas disse que é preciso ter uma configuração harmoniosa quando decidir ir para um novo clube.

“Eu não quero um conflito interno”, afirmou. “Eu quero empatia interna. E então o seu conflito é no domingo em campo quando você joga contra alguém que quer ganhar seus três pontos. Esse é o momento de conflito”, continuou o treinador, demitido em dezembro.

“Eu quero trabalhar em um clube que entende que há uma estrutura no lugar. Eu não quero trabalhar em uma estrutura sem coincidência de pensamento. As pessoas às vezes dizem ‘este técnico não gosta de trabalhar com um diretor de futebol’; ‘este técnico não quer trabalhar com um observador chefe’; ‘este técnico não quer trabalhar com um dono’; ‘este técnico não quer trabalhar com um presidente’. Durante a minha carreira, eu trabalhei em toda circunstância possível. As situações mais bem-sucedidas não foram por causa da estrutura, mas por causa da empatia na estrutura”, explicou Mourinho. “Pessoas que trabalham bem juntos. Pessoas que compartilhar o mesmo tipo de ideias. Isto é uma coisa fundamental”, completou ainda o português.

Com tudo isso, onde será que Mourinho poderá se encaixar? A forma como ele fala indica que ele pode assumir um clube que não esteja entre os maiores da Europa atualmente, mas que possam chegar lá e tenham ambição para isso. Isso certamente tem muito a ver com a Inter, um clube com o qual ele tem história. O último título da Inter foi na temporada 2010/11, quando conquistou a Copa da Itália. Desde então, o time tenta se reconstruir.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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