Serie A

Inter relaxa no segundo tempo, toma sufoco da Udinese, mas leva os três pontos

De olho no Milan, equipe de Simone Inzaghi fez um jogo fraco e quase concedeu o empate

Nessa altura do campeonato, qualquer vitória, merecida ou não, vale a mesma coisa. Milan e Inter se digladiam pelo título da Serie A e é notório que a preocupação de ambos nesse momento seja apenas vencer, não importa como. Por isso, neste domingo (1º), a Inter viajou para pegar a Udinese e venceu por 2 a 1 na Dacia Arena, mas a impressão que ficou não foi boa.

Já sabendo o que precisaria fazer em campo, por conta do jogo do Milan ter sido concluído horas mais cedo, Simone Inzaghi adotou uma postura mais conservadora para o encontro com os friulanos. Tentando priorizar a marcação, sem perder o poder de fogo, os nerazzurri tentaram impor a superioridade técnica logo no começo. Assim sendo, marcar cedo facilitaria a tarefa de encaminhar os três pontos, mantendo a distância na perseguição aos líderes milanistas.

Se a tarefa era tentar neutralizar a Udinese muito cedo, o homem adequado para isso era Edin Dzeko. No entanto, o bomber interista não teve uma tarde muito inspirada e viu Ivan Perisic abrir o placar para os visitantes. A assistência veio dos pés de Federico Dimarco. Mais adiante, os mandantes tiveram uma baixa relevante no ataque, quando Isaac Success sentiu problemas musculares na coxa e precisou dar lugar a Ignacio Pussetto. Até então, a Udinese pouco fazia para ameaçar o adversário.

A Inter fez valer a força do elenco e seguiu apertando para aumentar o placar. Em um lance na pequena área, o abafa deu certo quando Pablo Marí se atrapalhou e derrubou Dzeko. A arbitragem anotou o pênalti em cima do bósnio, com ajuda do VAR. Na cobrança, Lautaro Martínez telegrafou e chutou na trave. Como a bola bateu no goleiro Marco Silvestri e voltou para os pés do argentino, o lance foi legal. E aí, Lautaro corrigiu a bobagem para marcar, praticamente acabando com as esperanças dos locais.

Das poucas coisas relevantes que ocorreram na etapa final, a mais importante foi o gol bianconero, marcado por Pussetto, no rebote de uma jogada de bola parada, aos 26 minutos. Era um momento de muita pressão dos friulanos, que capitalizaram em cima do relaxamento da Inter na partida. Os comandados de Inzaghi diminuíram a passada cedo demais e convidaram a Udinese para seu campo. Faltou organização e um pouco mais de técnica: apenas sete finalizações, sendo três na direção da meta de Samir Handanovic. Nem dá para dizer que o empate era merecido.

A Inter só foi acordar novamente nos cinco minutos finais, em contragolpes rápidos. No entanto, Joaquín Correa se precipitou e arruinou duas jogadas por tentar o passe na hora errada. O primeiro, para Arturo Vidal marcar, pegou o chileno em clara posição irregular. Depois disso, errando a direção para acionar Alexis Sánchez. Duas chances que poderiam ter tranquilizado Inzaghi e a torcida interista.

O resultado manteve a Inter com apenas dois pontos de desvantagem para o Milan na tabela, restando três jogos. Segue o gabarito de cada um dos rivais para as jornadas finais: os nerazzurri ainda pegam Empoli, Cagliari, e Sampdoria, com apenas uma partida fora de casa, na Sardenha. Já o Milan, que depende apenas de si, encara Verona (fora), Atalanta e Sassuolo (fora). A situação para a equipe de Stefano Pioli permite que haja um empate nesses três confrontos, já que em caso de igualdade em pontos com a Inter, os rossoneri faturam o título, já que possuem vantagem no duelo direto. Não dá para ser muito mais empolgante do que isso.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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