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Imaginar Luca Toni de volta à seleção não seria loucura

Os veteranos estão em alta na Itália. Primeiro foram , ainda dono do time da Udinese. E os pedidos mais recentes envolvem o nome de Luca Toni. Aos 36 anos, o centroavante é um dos protagonistas da excelente campanha do Verona, quinto colocado no Campeonato Italiano. Tanto que já começa a falar sobre a possibilidade de vir ao Brasil em 2014, para a Copa do Mundo.

“Eu ajudei o Verona a ir bem, mas atrás de mim há um time que exibe um bom futebol e o técnico Andrea Mandorlini, que nos prepara para os jogos da melhor maneira possível. No momento, minha condição física é boa. Eu poderia ir à Copa do Mundo? Prandelli irá decidir em junho se pode apostar em mim”, declarou Toni.

Camisa 9 da Azzurra na Copa de 2006, Toni não é convocado desde a Copa das Confederações de 2009. Nos últimos anos, o veterano se manteve marcando seus golzinhos por Roma, Juventus, Genoa e Fiorentina, mas com uma frequência bem menor do que seu auge no Palermo, no Bayern de Munique (aonde só perdeu espaço depois da chegada de Louis van Gaal, com quem teve problemas de relacionamento) e na primeira passagem pela Viola.

Porém, a chegada do centroavante ao Verona em agosto sugere uma retomada de seus melhores momentos. São cinco gols em nove partidas, um deles neste domingo, na vitória por 2 a 1 sobre o Cagliari. Além disso, o atacante também é bastante participativo na produção ofensiva dos Mastini, com três assistências e quatro pênaltis sofridos – tendo alguma influência em 54,5% dos tentos do time na Serie A.

Justamente por seus 36 anos, Toni colocam em dúvidas qual será seu condicionamento físico no final da temporada. Seria um risco enorme se Cesare Prandelli resolvesse levar tantos “velhinhos” para o Mundial e deixasse a Azzurra tão suscetível às lesões. Porém, se Alberto Gilardino (que também já não é mais um garoto e  possui um rendimento parecido ao de Toni nesta temporada) continua sendo chamado para a seleção, não seria surpreendente se o antigo artilheiro também ganhasse uma chance para ser observado.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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