Principal figura de um Milan renovado, líder da Serie A e aparentando ter o que é preciso para ir até o fim na briga pelo Scudetto pela primeira vez em quase uma década, Zlatan Ibrahimovic não preferiria estar em qualquer outro lugar. Aos 39 anos, vivendo sua segunda passagem pelos rossoneri, o sueco afirmou que o lado rubro-negro de Milão é onde se sente em casa.

“Respeito cada um dos clubes em que joguei, mas o Milan é onde me sinto em casa. Quando estou em Milanello, não tenho pressa para ir para casa, porque já estou em casa. É isso que senti na primeira vez em que vim para este clube (em 2010). Galliani e Berlusconi costumavam me dizer: ‘Aqui, você está em casa, faça o que quiser, mas você precisa trazer resultados’”, contou Ibra em entrevista à Gazzetta dello Sport.

O trabalho do treinador Stefano Pioli tem influência enorme na volta por cima dada pelo Milan em 2020, invicto na Serie A desde o reinício do futebol após a paralisação por conta do Coronavírus. O papel de Ibra nesta nova fase, no entanto, não pode ser subestimado. A transformação da equipe coincide com a chegada do sueco no início do ano, e seus números reforçam o argumento: são 22 gols em 30 jogos, dez deles marcados nos seis jogos que disputou na atual Serie A.

“Eu sou o Papai Noel e trago presentes para todas minhas crianças. Tenho duas na Suécia e 25 em Milanello”, brincou Ibra. “Perdemos poucos jogos nesta temporada, não sei se é graças a mim. O Milan estava em 12º na tabela quando eu cheguei. Todos achavam que estávamos acabados, mas alcançamos o topo e precisamos continuar.”

Sem jogar desde o fim de novembro por conta de uma lesão muscular, Ibra espera em breve retornar aos gramados para ajudar o Milan a conservar sua liderança na Serie A. Enquanto isso, mantém sua mentalidade competitiva afiada com as mesmas declarações grandiosas de sempre

“Eu não trocaria minhas 12 Bolas de Ouro Suecas por uma Bola de Ouro da France Football. Meus prêmios provam que tenho sido consistente ao longo da minha carreira. Vi muitos jogadores fazerem uma grande Copa do Mundo, Eurocopa ou Champions League, um ano incrível antes de desaparecer. Eu sempre estive no topo, não é um só golpe de sorte”, provocou.

“Vencer é minha droga. É difícil explicar, mas quando estou em campo, quero vencer. Venci 95% dos jogos nos treinos. Não é mentira, mesmo que ‘droga’ não seja uma palavra legal.”

Com este tipo de influência no vestiário, o Milan parece cada vez mais uma equipe resiliente e dificílima de ser batida. Neste princípio de temporada, o time já foi buscar resultados nos minutos finais mais de três vezes, mantendo sua invencibilidade doméstica com uma dedicação e crença no sucesso poucas vezes vistas nos últimos anos em Milanello. Nisso, há definitivamente ao menos uma pitada de Ibrahimovic.