Serie A

Higuaín: “Decisão de sair da Juventus não foi minha”

Gonzalo Higuaín afirmou, em entrevista à Gazzetta dello Sport, que não queria deixar a Juventus, depois da contratação de Cristiano Ronaldo. Segundo o atacante argentino de 30 anos, que disputa seu primeiro Derby della Madonnina no próximo final de semana, a decisão de negociá-lo com o Milan foi da diretoria.

“A decisão de ir embora não foi minha. Eu dei tudo à Juventus, venci vários títulos, e depois chegou Ronaldo. O clube queria dar um salto de qualidade e me disseram que eu não poderia ficar e que estavam buscando uma solução. A melhor solução foi o Milan”, disse.

Higuaín, no entanto, disse que não guarda rancor da Juventus, embora diga que foi praticamente expulso do clube. “É o que dizem todos. O meu sentimento é de afeto porque me trataram bem. Os companheiros e a torcida me deram um afeto enorme. Mas não queria ir embora. No Milan, encontrei um amor grandíssimo imediatamente e assim me convenceram”, afirmou.

Enquanto a Juventus conquistou os últimos sete títulos do Campeonato Italiano, o Milan sofre para retornar à Champions League e, apesar de altos investimentos recentes, amarga o meio da tabela da atual edição. Higuaín falou sobre a principal diferença entre os dois times: o Milan precisa aprender a ser mais pragmático.

“Eles fazem um gol e ganham os jogos. São mortais. Nós somos um time que marca, mas não temos que pensar em vencer por 6 a 3 ou 7 a 4. Temos que marcar um gol e vencer, como eles fazem. É a mentalidade vencedora na fase defensiva. Temos que aprender a fazer um gol e fechar a partida assim. A Juventus é uma máquina de guerra, preparam você para isso. Obviamente, eles também sentem pressão, mas até agora ninguém conseguiu tirar o scudetto deles”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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