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Há 15 anos, Roma reconquistava o scudetto com um dos maiores times da sua história

Era 17 de junho de 2001. A Roma vinha de um desconfortável jejum de 18 anos sem poder desfrutar de um Scudetto e uma década sem poder gritar a plenos pulmões “noi siamo campioni”. Sua arquirrival, a Lazio, acabava de encontrar o caminho de volta ao triunfo e se consagrado campeã na temporada anterior. Não havia momento mais adequado para dar a volta por cima e voltar a ser protagonista no país do Calcio. Era o time perfeito para isso. A chance estava desenhada. E, embora não tenha sido fácil, a equipe giallorossa substancializou a oportunidade e, na última rodada da Serie A da temporada 2000/01, escreveu um capítulo grandioso na história de um clube tão grande quanto. Há 15 anos, a Roma se consolidava campeã da Itália pela terceira vez.

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Depois de ter conseguido a singela sexta colocação na tabela no ano em que a Lazio levou o Scudetto e dos longos anos da abstinência romanista, a equipe comandada por Fabio Capello era tudo, menos previsível a erguer a mais importante taça italiana. Havia muita pressão por parte da torcida em relação ao técnico, principalmente por ter conseguido pouco com a Roma em sua primeira temporada no clube, sendo um dos melhores e mais vitoriosos treinadores da época. Mas o problema estava na falta de peças-chave no time. E foi isso que a diretoria tratou de reparar logo na primeira janela de transferências da temporada 2000/01. A solução não poderia ter sido mais exata.

Para compôr o que viria a ser um dos melhores times da história da Roma, Franco Sensi, o então presidente do clube que orgulhosamente leva o nome da ‘capitale’, assinou a contratação de três sul-americanos que foram vitais ao processo de reconquista da Itália pelos giallorossi: Emerson, Walter Samuel e Batistuta. O último, a pedido de Capello, que acompanhou suas brilhantes temporadas no Boca Juniors e na Fiorentina, e queria o treinar a todo custo. Junto com Montella, Cafu, Candela e o capitão Totti, esses nomes formavam uma equipe qualificada pela consistência defensiva tão característica do bom e velho calcio, além da competência da linha de frente, que, com seus goleadores natos, não poderia ser menos perigosa à salvaguarda adversária. O equilíbrio entre todos os setores era impecável.

Apesar da força da esquadra e da excelência no quesito tático, com muitos méritos do treinador, o terceiro título foi, desde o início do campeonato, ameaçado pela qualidade da Juventus de Inzaghi (que terminou a Serie A com apenas dois pontos a menos que a Roma). Na época, os bianconeri já colecionavam 25 scudetti e não davam sossego a nenhum clube que ousasse desmantelar sua supremacia no Calcio. Tanto que o triunfo da Roma só foi consolidado mesmo na última rodada da competição, muito também por conta do leve tropeço ante ao Milan na rodada anterior. Era domingo e o último desafio dos giallorrosi era o Parma, que contava com Buffon e Cannavaro em seu elenco e era um oponente chato, já que estava bem posicionado na tabela de classificação.

Só a vitória interessava. Setenta e cinco mil fanáticos tomaram conta do Estádio Olímpico de Roma esperando por algo que não acontecia há quase duas décadas. A expectativa, assim como a qualidade do time, era gigantesca. E ela foi correspondida, uma vez que, naquela tarde, a Roma derrotou os parmensi por 3 a 1. Três tentos anotados por nomes que a torcida romanista jamais esquecerá: Montella, Batistuta e Totti. O placar foi aberto aos 19 minutos de jogo, o Capitano mandou uma bomba, de primeira, em direção ao gol de Buffon, que só ficou olhando. A partir de então, só a Roma atacava. E faltando cinco para o juíz apitar o fim do primeiro tempo, saiu o segundo gol. É válido dizer que tanto o gol de Montella, quanto o de Totti tiveram mão de Batigol, que não poderia deixar de anotar o seu também, na segunda etapa.

Desde então, o cenário para a Roma é de muita perspectiva e pouca realização. Estar perto da taça do Campeonato Italiano durante oito temporadas e acabar sendo vice-campeã em todas elas é a maior prova disso. Estamos em 2016 e os giallorossi, até agora, não conquistaram mais nenhum título nacional além de duas Copas da Itália, em 2007 e 2008, e uma Supercopa da Itália, também em 2007. Hoje faz 15 anos que a Roma reconquistava o triunfo na Itália faturando seu terceiro Scudetto, e a história tinha tudo para ser lembrada de outra maneira, e não como o aniversário do último título expressivo de um dos maiores times da Itália. É uma pena.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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