O título da Juventus não poderia vir de maneira mais exemplar. Os bianconeri conquistaram o bicampeonato da Serie A com um resumo de da temporada que fizeram. Empurrada pela torcida em Turim, a equipe de Antonio Conte fez o básico contra o Palermo. Contaram com uma defesa segura e um meio-campo dominante para alcançar a vitória por 1 a 0. O suficiente para celebrar o “seu” 31º título italiano – ou 29, como nas contas da federação.
Assim como em diversos momentos da campanha, a Juve mostrou-se confiante o suficiente, esperando o momento certo para chegar ao gol. Controlava o jogo e, mesmo sem ser sufocante no ataque, fazia o triunfo se tornar questão de tempo. O domínio da posse de bola e do território eram evidentes, de um time que parece sempre seguro de suas capacidades e também de suas carências.
Ameaçado pelo rebaixamento, o Palermo chegou a assustar. Nada suficiente para derrubar uma defesa que sustenta excelente média de 0,57 gols sofridos por partida. Como de costume, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini deram poucos espaços ao ataque dos sicilianos. Gianluigi Buffon, primeira vez campeão nacional desde que assumiu a braçadeira de capitão, precisou trabalhar muito pouco.
O grande diferencial da Juventus, porém, foi o seu meio de campo. Andrea Pirlo não foi tão bem nesta temporada como na passada, mas lembrou seus melhores momentos hoje. Ditou os movimentos dos bianconeri com 80 passes, 73 certos, e 21 lançamentos, todos precisos. Criou três ocasiões de gol. Uma exibição de gala para exaltar o craque que mudou os rumos de um clube desde que chegou a Turim.
Ao seu lado, Arturo Vidal parecia uma máquina. Correu, brigou, finalizou e criou. Marcou o gol da vitória, cobrando pênalti, e poderia ter anotado o segundo quando mandou uma bola na trave. O grande nome do título da Juve. Mais à frente, Claudio Marchisio não foi tão brilhante. Acabou ofuscado por Paul Pogba, escalado em sua posição na meia-cancha e que dá um caráter ainda mais físico no setor.
Obviamente, como em um bom resumo, algumas deficiências ficaram evidentes, principalmente no ataque. A falta de um poder de decisão maior deixou o time em maus momentos algumas vezes, mas nada que atrapalhasse o título. E é neste ponto que a Vecchia Signora deverá se concentrar para manter a supremacia na Itália e, quem sabe, competir por taças também na Europa.
Fernando Llorente é a primeira promessa cumprida de um elenco ainda mais forte na próxima temporada. Como o Bayern Munique evidenciou, a Juventus não está no mesmo patamar das grandes forças do continente. No entanto, as sobras demonstradas na Serie A dão margem para a equipe se concentrar em sua evolução na Liga dos Campeões. Diante de um elenco com tantos predicados, elevar este nível parece questão de tempo.
Destaque do jogo
O trio de meio-campistas da Juventus, que fez uma partida excepcional. Pirlo ditava o ritmo, enquanto Vidal e Pogba tinham liberdade para invadir a área e criar ótimas chances de gol. Juntos, os três finalizaram 12 vezes e deram 12 passes para chutes dos companheiros – ao todo, a Juve arrematou 20 vezes na partida. Não fosse a expulsão infantil de Pogba no fim, por cuspir em Salvatore Aronica, seria uma partida perfeita.
Momento-chave
A bola na trave de Fabrizio Miccoli, no início do segundo tempo. A finalização acabou travada por Leonardo Bonucci e, longe do alcance de Gianluigi Buffon, bateu no poste antes de ser neutralizada pela defesa. Se entrasse, deixaria os rosaneri em vantagem.
O gol
14’/2T – GOL DA JUVENTUS! Mirko Vucinic cai na área após contato com Marco Donati e o árbitro marca a penalidade. Na cobrança, Arturo Vidal acerta o canto, sem chances para Stefano Sorrentino.
Curiosidade
A Juventus permaneceu na liderança da Serie A desde a primeira rodada. Desde 2002/03 os bianconeri não conseguiam um domínio tão grande na tabela da competição.





