Serie A

Giroud sobre a Serie A: “Não esperava a intensidade contra os times menores, todos eles assumem riscos para vencer”

Um dos destaques do Milan na temporada, Giroud comentou sobre o sonho de conquistar o scudetto, sobre a admiração por Shevchenko e se disse surpreso com a Serie A

O Milan lidera o Campeonato Italiano com três pontos de vantagem para o Napoli e busca encerrar um jejum que superou os 10 anos. A última vez que os rossoneri ganharam o título da Serie A foi em 2010/11, quando tinha Zlatan Ibrahimovic como uma das estrelas. Desta vez, além de Ibrahimovic estar de volta, um atacante que tem tido papel importante é Olivier Giroud.

Aos 35 anos, Giroud tem sido um titular importante do técnico Stafano Pioli no Milan. O jogador fez 29 jogos até aqui, com 11 gols marcados, alguns deles bastante importantes. Ele tenta voltar a ser campeão de uma liga nacional, algo que ele conseguiu em 2011/12, pelo Montpellier, ainda na Ligue 1, quando também foi o artilheiro da competição com 21 gols.

“A Inter continua um perigo, como Napoli e Juve. Estamos cientes que o título é possível, mas temos que permanecer humildes e trabalhar duro até o fim. Esses últimos jogos são como finais, iremos enfrentá-los a 200% para chegar aos nossos objetivos”, afirmou Giroud à Gazzetta dello Sport.

“O scudetto é um sonho de criança. Eu costumava acompanhar o Arsenal dos franceses quando criança, mas eu também torcia pelo Milan do meu jogador favorito: Andriy Shevchenko. Eu ficaria feliz em vencer um scudetto como ele”, comentou o francês.

“Temos uma mistura perfeita entre jogadores jovens e experientes. Temos os ingredientes certos. No passado, houve grandes estrelas como Nesta, Ronaldinho, Pirlo, Seedorf, Inzaghi, mas também tivemos nomes importantes e alguns jovens promissores”, continuou o atacante.

Giroud chegou para ser um reforço no ataque, mas o titular supostamente seria Zlatan Ibrahimovic. O atacante, porém, está sofrendo com lesões e Giroud tem sido um jogador importante, com gols decisivos contra os rivais Inter e Napoli.

“Uma vez contei para Ibra que meus amigos me deram de presente sua camisa do Barcelona”, revelou Giroud. “Ele já era um atacante de alto nível e eu estava apenas começando. Ele riu disso, sem tirar sarro de mim. Nós também trocamos camisas porque eu queria lembrar o nosso período juntos no Milan”.

O atacante comentou também sobre como ele analisa a Serie A, um campeonato que ele nunca tinha jogado. “Não esperava a intensidade contra os times menores, todos eles assumem riscos para vencer”, admitiu o jogador. “Sabíamos sobre a Atalanta, mas sofremos contra Spezia ou Salernitana, à parte os erros de arbitragem. Será difícil vencer o Torino e o Verona”.

Um dos pontos que Giroud criticou a Serie A foi em relação aos gramados. “Os gramados poderiam melhorar em muitos estádios. Na Premier League, eles são perfeitos. Vi alguns vestiários pequenos, mas o mesmo acontece na Inglaterra. A verdade é que gosto desse futebol”, disse.

O Milan tem outros três franceses além do próprio Giroud, o goleiro Mike Maignan, o lateral Theo Hernández e o zagueiro Pierre Kalulu. “Theo não é uma surpresa e não é coincidência que ele seja parte da seleção. O mesmo vale para Mike. Ele é o futuro da seleção quando Lloris se aposentar. Pierre [Kalulu] me surpreendeu com sua versatilidade. Ele é jovem, mas pode fazer grandes coisas. Estou feliz por ele, ele está trabalhando duro e merece tudo que está conquistando”.

Giroud por vezes é um jogador subestimado. Mesmo veterano, ele consegue ser importante em diversos jogos com seu jogo físico e capacidade de fazer o pivô para outros jogadores, além de abrir espaços no ataque. Pioli tem usado muito bem e o técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, sabe disso, porque foi com ele no time que a equipe conseguiu o título mundial na Copa de 2018. Ele segue como um jogador do elenco francês que deve ir à Copa do Mundo no fim de 2022.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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