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Faro de gol eterno: a dois dias de fazer 38 anos, Toni assume a artilharia da Serie A

Há cinco temporadas, Luca Toni parecia acabado para o futebol. Não se entendeu com Louis van Gaal, jogou até pelo time B do Bayern e deixou Munique pela porta dos fundos. Rodou por Roma, Genoa, Juventus e Al Nasser sem convencer. Teve uma passagem razoável pela Fiorentina. Até se reerguer no Verona a partir de 2013. Ninguém marcou mais gols que o centroavante nas duas últimas edições da Serie A, 41 no total. E, após ficar a dois gols da artilharia em 2013/14, o veterano assume o posto a uma rodada do fim da Serie A. A dois dias de comemorar o seu aniversário de 38 anos.

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Não será a primeira vez que Luca Toni ganhará a artilharia do Campeonato Italiano. Ele já tinha alcançado o feito em 2006, pela Fiorentina. No ano em que conquistou a Copa do Mundo com a Azzurra, o camisa 9 balançou as redes 31 vezes e também faturou a Chuteira de Ouro, de maior goleador da temporada europeia. Nove anos depois, tem boas chances de repetir o feito. Neste domingo, o goleador anotou os dois gols do Verona no empate por 2 a 2 contra o Parma. Com 21 tentos, ultrapassou Tevez e Icardi, ambos com 20.

A fase acima da média de Luca Toni começou em fevereiro. Desde então, são 15 gols em 16 partidas pela Serie A, ajudando o Verona a manter o seu posto no meio da tabela. Neste intervalo, o seu clube balançou as redes 24 vezes. Ou seja, quase dois terços dos gols dos gialloblù nasceu do instinto do veterano.

Como o próprio Toni constatou ao lado de Di Natale, “ser o melhor na artilharia significa um problema sério para os clubes se preocuparem, diante da dificuldade de formar jovens”. A questão é séria e passa por uma longa negligência sobre as categorias de base, ignoradas pela compra de estrangeiros de qualidade duvidosa. De qualquer forma, é legal ver um atacante cheio de história, como Toni, triunfando por uma última vez. Serve para lembrar toda a qualidade do camisa 9, que, mesmo sem ser habilidoso, soube balançar as redes como poucos nos últimos anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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