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Em vez de fechar estádios, que tal enchê-los de crianças?

A Juventus foi punida com o fechamento de dois setores de seu estádio por cantos racistas de sua torcida na vitória sobre o Napoli, no último domingo. A sanção vale para os dois próximos jogos do time em casa pela Serie A, contra Udinese e Sassuolo. Diante das circunstâncias, Giovanni Malagò, presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano, apareceu com a ideia mais brilhante de como a Velha Senhora e a Lega Calcio podem lidar com a punição: enchendo os setores de crianças.

“Abrir todo o setor fechado por causa de racismo e deixar apenas crianças entrarem é uma ideia fantástica. Precisamos que os clubes e a Lega vejam isso de um ponto de vista regulatório, mas gosto muito da ideia”, opinou Malagò, que ainda completou empolgado: “Seria como quando confiscamos os recursos da Máfia”.

A empolgação do dirigente não é à toa. O conceito é uma ótima saída para casos do tipo. Obviamente não resolve os problemas de racismo e/ou violência das arquibancadas, mas pelo menos tira de fatos lamentáveis oportunidades louváveis. Esse tipo de medida já tem precedentes. Em setembro de 2011, o Fenerbahçe havia sido punido com o fechamento total de seu estádio. A Federação Turca, então, permitiu a entrada de crianças e mulheres no duelo com o Manisaspor, e o clube distribuiu cerca de 43 mil ingressos. Veja abaixo imagens do jogo entre Fener e Manisaspor, em reportagem da CNN.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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