Serie A

Em jogo de pouco futebol, Roma se aproveita de expulsão de Politano para bater Napoli

Vitória magra por 2 x 0 da Roma foi construída com gol de Pellegrini, 10 minutos depois da expulsão de Politano

Não foi um grande jogo no Olímpico neste sábado (23), mas a Roma se aproveitou da expulsão de Matteo Politano para bater o Napoli por 2 x 0, gol de Lorenzo Pellegrini, cerca de 10 minutos depois do cartão vermelho. Nos últimos momentos, Romelu Lukaku ainda marcou, em momento que o visitante tinha três a menos, visto outro expulso (Victor Osimhen) e o zagueiro brasileiro Natan não teve condições de finalizar o jogo por lesão no ombro. No total, foram 15 cartões diferentes, entre amarelos e vermelhos.

Em 17 rodadas da Série A, o time de José Mourinho soma 28 pontos, um a mais que os napolitanos, em sétimo.

Primeiro tempo de pouco futebol tem Roma mais perigosa

No momento ofensivo, o Napoli apostava na saída de bola com os laterais bem baixos, próximos aos zagueiros, com apoio do volante Stanislav Lobotka. Com isso, os meias Piotr Zieliński e Frank Anguissa jogavam em uma linha à frente, perto do trio de ataque.

Como acontece com José Mourinho desde o início do trabalho na Roma, o time utilizou o 3-5-2. Sem o machucado Paolo Dybala, Andrea Belotti foi a dupla de ataque do belga Romelu Lukaku.

Os minutos iniciais foram de pouco futebol, extremamente físico, com muitas faltas e só não teve cartões por uma boa vontade do árbitro. A bola não rolava tão bem, as jogadas não fluíam pelo chão com tanta naturalidade.

O Napoli tinha mais a bola, tentava criar limpo pelo chão, mas era a Roma, em ataques rápidos, quem começou a incomodar. Nesse momento de pouca emoção, quase nenhuma finalização, Edoardo Bove contou com um pivô de Lukaku e bateu colocado de fora da área. A bola pegou força e triscou no travessão. O mesmo meio-campista teve em seus pés a chance de só colocar para rede, depois de Belotti deixar Amir Rrahmani para trás, cruzar rasteiro e Bove, na pequena área, chutar em cima do goleiro Alex Meret.

Mesmo com essas chances dos donos da casa, o que se destacava na partida eram as faltas pesadas, divididas e, enfim, os cartões amarelos começaram a aparecer. Foram seis no total, quatro para Roma e dois para Napoli, incluindo os dois técnicos, Walter Mazzari e José Mourinho.

A melhor chance napolitana só veio com quase 40 minutos. Falta cobrada na área, a bola veio na segunda trave para Victor Osimhen, de contrato renovado, dar uma bicicleta que passou pela pequena área, sem ninguém conseguir concluir. Esta foi a última emoção da etapa inicial, de muito pouco futebol.

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Time da capital marca 10 minutos após expulsão

Na etapa final, o Napoli fez em dois minutos o que não conseguiu nos primeiros 45: acertar o gol da Roma. Jogada construída da defesa, de pé em pé, atraindo o adversário e se aproveitando do espaço aberto na pressão, chegou em Zielinski no meio, batendo de canhota para Rui Patricio encaixar o chute no meio do gol. O goleiro português voltou a defender em tentativa do georgiano Khvicha Kvarat­skhelia. Era o time de Nápoles mais incisivo no segundo tempo, enquanto os rivais cada vez mais recuados.

Mazzari foi obrigado a fazer a primeira substituição aos 10 minutos, quando o eslovaco Lobotka sentiu uma lesão e foi substituído pelo sueco Jens Cajuste.

O clima quente do jogo, vindo da etapa inicial e no começo do segundo com dois cartões, levava o jogo a um caminho que, provavelmente, não terminaria com 22 jogadores em campo. Matteo Politano tentou puxar um contra-ataque, foi agarrado por Nicola Zalewski e revidou com um chute. O jogador do Napoli terminou expulso, e o da Roma apenas amarelado.

Com um a mais, Mourinho promoveu as primeiras trocas, trocando Belotti por Lorenzo Pellegrini, Leandro Paredes por Sardar Azmoun e Zalewski por Stephan El Shaarawy. Depois, Zeki Çelik na vaga de Rasmus Kristensen.

Logo depois das trocas, o gol veio, justamente com a participação das novas caras. Jogada pela direita, cruzamento rasteiro veio em Azmoun, que bateu em cima da marcação. A bola sobrou na medida para El Shaarawy chegar batendo, completamente mascado, vindo para Pellegrini girar e abrir o placar em bonita finalização.

Como um bom time de Mourinho com a vantagem, a Roma recuou e deixou o Napoli, mesmo com um a menos, atacar. Teve boas tentativas, principalmente por meio de faltas cobradas na área, mas não conseguiu furar o bloqueio romano. Ainda teve mais um expulso, dessa vez Osimhen, ao fazer falta em El Shaarawy no campo de defesa e ser amarelado pela segunda vez. No mínimo, questionável o vermelho.

A Roma teve várias e várias oportunidades com superioridade numérica no final e ampliou pelos pés de Lukaku, se aproveitando de contra-ataque. Natan, que saiu do banco, nem conseguiu acabar o jogo pelo lado do Napoli por uma lesão no ombro, deixando os visitantes com oito jogadores nos instantes finais.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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