Serie A

Dumfries diz que não teme ninguém do Milan e quer seguir os passos de Maicon na Inter

O lateral holandês começou o aquecimento para o Derby della Madonnina no próximo sábado, confronto direto na ponta da tabela da Serie A

Denzel Dumfries adotou uma postura destemida antes do clássico do próximo sábado contra o Milan, confronto direto na ponta da tabela do Campeonato Italiano, e afirmou que se inspira no brasileiro Maicon para tentar ser o melhor lateral direito que puder para a Internazionale.

Destaque da Euro 2020 pela seleção holandesa, Dumfries foi contratado como reposição a Achraf Hakimi, campeão italiano com Antonio Conte e negociado com o Paris Saint-Germain. Não é titular absoluto de Simone Inzaghi. Começou jogando nove das 19 rodadas da Serie A que disputou. Matteo Darmian tem sido a outra opção para a ala direita.

Em excelente fase, a Internazionale tem 53 pontos em 22 rodadas, à frente de Napoli e Milan, ambos com 49 pontos em 23 jogos, e pode abrir ainda mais vantagem se vencer o Derby della Madonnina do próximo sábado, às 14h. O retrospecto é favorável, com apenas uma derrota e dois empates nos últimos nove clássicos.

“Ninguém me assusta no Milan”, afirmou, em entrevista à Gazzetta dello Sport. “Ibrahimovic é certamente um grande jogador, mas não gosto de falar dos meus adversários. O clássico é um jogo único, eu vi como era da Holanda. No primeiro turno, mesmo estando no banco, percebi um ambiente louco. Não nos importamos em sermos favoritos ao scudetto, é uma sensação boa”

Apesar de ter sido contratado imediatamente após a saída de Hakimi, Dumfries não quer ser considerado um herdeiro do marroquino. “Ele é um jogador fantástico, mas não me sinto como alguém que tomou o seu lugar. Tenho que trabalhar e provar que estou à altura. A Inter sempre teve jogadores incríveis na direita, mas o primeiro que me vem à mente é Maicon. Gostaria de chegar o mais próximo possível do seu nível”, disse.

Na nona rodada da Serie A, a Juventus empatou por 1 a 1 com a Internazionale graças a um pênalti meio tonto de Dumfries. O holandês afirmou que foi seu momento mais duro até agora na Itália, mas que também serviu para ele sentir o calor dos seus novos companheiros.

“O mundo caiu sobre mim. Já no dia seguinte, porém, senti o apoio do clube e tentei recuperar o equilíbrio mental. Na semana seguinte, contra o Empoli, D’Ambrosio marcou e veio me abraçar. Nunca tinha acontecido comigo. Foi um choque positivo, uma emoção. Compreendi que todos estavam do meu lado”, completou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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