Serie A

Duelo de golaços: Fiorentina apronta e complica o Napoli na briga pelo scudetto

Arthur Cabral e Osimhen marcaram gols belíssimos no Diego Armando Maradona

O Napoli entrou neste domingo (10) com o objetivo de vencer a Fiorentina para se manter firme na briga pelo scudetto. Mas o que Luciano Spalletti e seus comandados não esperavam era uma atuação tão eficiente da Viola, que saiu de campo com uma vitória por 3 a 2 e lances dignos de clipes dos melhores gols da temporada.

Com quase tudo a seu favor, sem desfalques relevantes, o Napoli desfilou diante de sua torcida no Diego Armando Maradona, mas se mostrou bastante ineficiente quando teve a bola perto do gol. O volume de jogo apresentado teria sido suficiente para somar pontos na maioria dos jogos da Serie A, isso é fato. Contudo, a falta de capricho acabou abrindo espaço para que a Viola se mantivesse viva no confronto, a ponto de punir os mandantes quando saía para o contragolpe.

Esse contexto preocupa a torcida do Napoli, uma vez que chegamos à reta final da competição e cada tropeço pode custar caro na briga com Milan e Internazionale. Pior para os partenopei, já que a Inter venceu o Verona no sábado (9) e os milanistas encaram o Torino. O perigo também vem de trás: a Juventus virou contra o Cagliari e está a quatro pontos do time de Spalletti.

Em campo, houve algum equilíbrio entre as forças, embora o Napoli tenha finalizado mais. A questão, como já está evidente pelo placar, é que a Fiorentina soube aproveitar muito melhor quando chegou na área de David Ospina. O primeiro gol, de Nicolas González, aos 29 minutos, deu o tom do drama para os locais. O tento veio em um pedaço do jogo em que os napolitanos encontravam dificuldade para furar o bloqueio defensivo violeta. Isso piorou quando os comandados de Vincenzo Italiano já tinham alcançado o objetivo do dia, que era sair na frente.

A reação do Napoli veio na segunda etapa, com Dries Mertens, na faixa dos 12 minutos. Mas durou pouco. Spalletti havia promovido a entrada do belga aos 10′ na vaga de Fabián Ruiz, e a troca surtiu efeito. Gol de Mertens, com assistência de Victor Osimhen. A outra mudança, de Hirving Lozano na vaga de Matteo Politano, quase trouxe o que o treinador planejava. O mexicano, no entanto, teve um gol anulado por impedimento e acabou frustrando a torcida quando o time da casa buscava igualar novamente o marcador.

A Fiorentina deu duas cartadas decisivas no jogo, aos 20′ e aos 26′, com Jonathan Ikoné e Arthur Cabral. O terceiro gol, aliás, teve algum ar de genialidade do camisa 9 brasileiro: Arthur arrancou pela direita, passou com facilidade por Alessandro Zanoli com um drible da vaca e entrou na área para bater colocado no canto da meta de Ospina. Um golaço que confirma a ascensão do atacante nos planos da Fiorentina. Zanoli chegou a catar cavaco no gramado com a finta de Cabral, mais um ingrediente de um gol antológico.

Quando entrou no jogo, era tarde demais. O Napoli até fez algum esforço para intensificar a pressão na área de Pietro Terracciano, mas teve má pontaria. Osimhen desperdiçou uma cabeçada limpa na cara do gol e ainda viu Mertens chutar para fora uma bola cruzada que passou rente à trave. Restando seis minutos para o fim, Osimhen se redimiu e fez o segundo do Napoli. E ficou só nisso.

A missão do Napoli acaba de ficar ainda mais complicada: secar a dupla de Milão por mais sete jogos e ganhar suas seis partidas restantes. Além disso, Spalletti já vê a Juve no seu retrovisor e até o terceiro posto pode ser ameaçado com mais tropeços. Os napolitanos já completaram 32 partidas, e no dia 18 encaram a Roma, novamente no Diego Armando Maradona, para tentar uma recuperação.

À Fiorentina, o sonho europeu ainda está bem vivo. Com um ponto a menos do que a Roma, que ocupa o sexto posto, a Viola respondeu muito bem às campanhas ruins nos últimos anos e provou que pode sonhar com mais se o trabalho de Vincenzo Italiano tiver sequência. Notícia animadora para quem viu campanhas memoráveis da equipe de Florença nos anos 1990. E boa também para quem tem em Arthur Cabral uma promessa goleadora para a Seleção Brasileira no curto prazo.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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