Serie A

Douglas Costa busca mais estabilidade na Juventus, mas terá que correr para se encaixar

Douglas Costa causou um grande impacto na sua primeira temporada com a camisa do Bayern de Munique. Era um trator pelas pontas, capaz de deixar qualquer marcador para trás antes de finalizar a jogada. No entanto, perdeu espaço com Carlo Ancelotti e as recuperações de Robben e Ribéry que, em forma, são donos absolutos dos lados do campo. A insatisfação pelo pouco tempo de jogo foi pública, e uma transferência parecia iminente. A Juventus apareceu para contratá-lo, em negócio concretizado nesta terça-feira.

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A natureza da transferência é aquela que virou moda, principalmente entre os clubes italianos: empréstimo por € 8 milhões, com a obrigação de compra, por mais € 40 milhões. Somando tudo, o jogador de 26 anos torna-se o segundo maior investimento da Velha Senhora desde o retorno da segunda divisão, abaixo de Higuaín. O negócio foi anunciado depois da ida de James Rodríguez para o Bayern de Munique.

Por que Douglas Costa decidiu sair do clube bávaro? O brasileiro foi contratado do Shakhtar Donetsk, em 2015, para ser o sucessor natural de Robben e Ribéry e atuou bastante na sua primeira temporada: 43 partidas, 39 como titular, e um total de 3.378 minutos. Com Ancelotti, esse tempo caiu quase pela metade, para 1.925 minutos em 34 partidas, 19 desde o começo. Na Juventus, Costa buscará mais estabilidade para mostrar o seu futebol e defender o Brasil na próxima Copa do Mundo. Mas não será tão fácil assim.

A Juventus, atual vice-campeã europeia, teve uma ótima contribuição dos seus jogadores ofensivos pelos lados do campo na última temporada. Foram peças essenciais no equilíbrio da equipe, que atuou muitas vezes sem um volante marcador e com laterais ofensivos. Mandzukic foi uma revelação pela esquerda, e Cuadrado, muito sólido na direita. Com muita velocidade e chutes poderosos, Costa, que pode atuar nos dois lados, representa um ganho de qualidade na posição, mas precisará de um alto índice de trabalho na marcação e na pressão para se encaixar no esquema coletivo.

Douglas Costa começou com tudo a sua carreira na Alemanha. Suas sete primeiras rodadas de Bundesliga foram excepcionais, com sete assistências diretas, um pênalti sofrido, e um gol de Thomas Müller que começou em um chute seu, contra o Hoffenheim. Foi quando chamou a atenção da imprensa brasileira, que costumava contestar as suas convocações. Encerrou a temporada com sete gols e 16 assistências. Na segunda época, marcou mais sete tentos e deu apenas sete passes decisivos. Além da forte concorrência, o brasileiro também pagou pela oscilação, por lesões, e, para alguns, por não ter brigado o bastante para recuperar sua posição de titular.

O bom relacionamento do executivo do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, com a Juventus tem intermediado bons negócios entre os dois clubes. Depois de Kingsley Coman e Arturo Vidal irem para a Alemanha, Douglas Costa faz o caminho inverso, como fez Medhi Benatia, tentando se firmar de vez em um gigante europeu para melhorar suas chances de jogar a Copa do Mundo. É verdade que parte da queda de rendimento do meia-atacante se deu por lesão, mas Costa atuou apenas dez minutos nas Eliminatórias Sul-Americanas sob o comando de Tite.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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