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Diego Costa é o finalizador mais letal da temporada europeia; Neymar aparece em terceiro

Levou poucas partidas para que Diego Costa acabasse com qualquer pequena desconfiança sobre sua contratação pelo Chelsea. O valor de € 40 milhões gasto pelo clube é alto, mas logo nas rodadas iniciais da Premier League, o brasileiro provou com gols, dedicação e um impacto imediato que valeu por cada centavo investido. Afinal, analisando outras transferências por aí, o preço até foi razoável para se pagar ao jogador mais letal da Europa (pelo menos no que se refere ao aproveitamento de seus chutes).

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O Whoscored, site especializado em estatísticas, com foco sobretudo nas grandes ligas europeias e na Champions League, ranqueou os dez atletas que precisam de menos chutes para balançar a rede nas cinco principais ligas (inglesa, espanhola, alemã, italiana e francesa), e no topo da lista aparece Diego Costa. O atacante já fez 11 gols em 10 partidas na Premier League, com apenas 32 finalizações, média de 2,91 a cada tento. Com o jeito paciente do time comandado por José Mourinho e a constante movimentação do brasileiro, dá para entender por que o camisa 19 dos Blues finaliza tão pouco. Sobre a precisão, dá para apontar seu bom posicionamento na área e os garçons de alto nível que tem ao seu lado como os grandes fatores, sobretudo Cesc Fàbregas.

Há duas grandes surpresas na lista. A primeira delas é o fato de que o segundo colocado não é nenhum jogador estrelado, de carreira consolidada e vários títulos, muito menos representante de alguma grande equipe. Leonardo Ulloa, argentino do Leicester City. Apesar da presença de Di María e Agüero, já chegaram até a brincar que ele seria o melhor argentino da Premier League. Bom, pelo menos no quesito de média de chutes por gol isso é verdade. Autor de dois gols naquela virada impressionante por 5 a 3 sobre o Manchester United, Ulloa fez apenas cinco no campeonato, mas, com apenas 16 finalizações, tem média de 3,12 finalizações a cada tento.

A segunda surpresa é a ausência de Cristiano Ronaldo. Sim, o melhor do mundo não aparece nem mesmo entre os dez primeiros. O choque inicial logo é superado quando lembramos o quanto o português finaliza a cada partida. Sua média em La Liga é de 6,1 chutes por jogo, mas seis dos 20 gols que marcou foram de pênalti. Para fazer os 14 gols restantes, precisou de 67 finalizações, uma média de 4,78 chutes por tento.

Terceiro da lista, Neymar precisa de 3,40 chutes para marcar um gol em La Liga (AP Photo/Andres Kudacki)
Terceiro da lista, Neymar precisa de 3,40 chutes para marcar um gol em La Liga (AP Photo/Andres Kudacki)

Depois de Diego Costa e Ulloa, Neymar aparece fechando o pódio sul-americano. O brasileiro fez 11 gols em 11 jogos na atual temporada do Campeonato Espanhol, com apenas 37 chutes a gol, uma média de 3,40. O crescimento em relação à temporada anterior é evidente. Em muito mais partidas, 26, o ex-santista balançou as redes nove vezes. Como havia acabado de chegar ao novo time, repleto de craques consagrados, era notável seu excesso de contribuição com os outros, na necessidade de provar que chegava para ser mais um, para ser parte de um todo. A média de finalizações por gol de Neymar é acompanhada pelas de Djordjevic, da Lazio, e Honda, do Milan. Os dois fizeram seis gols em 20 chutes, o que os deixa com a mesma média de 3,40.

Outro nome interessante da lista é o de Nacer Chadli, do Tottenham, em décimo. Chama a atenção especialmente pela posição relativamente longe do gol em que atua. É um ponta, veio na barca de contratações feitas pelos Spurs após a venda de Bale e, após uma temporada decepcionante como a de todo o time, voltou voando após a Copa do Mundo. Por voando, deixemos claro que para seus padrões. Já fez seis gols na Premier League 2014/15, com apenas 21 chutes.

Confira o restante da lista, que inclui o pouco badalado Larrivey, do Celta de Vigo, com seus sete gols em 24 finalizações, número que o deixa com números idênticos aos de Benzema e Bacca, atacantes mais estrelados do Campeonato Espanhol.

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Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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