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Destro e Immobile não são só o futuro da seleção italiana, mas também o presente

A má fase de Mario Balotelli e as seguidas lesões de Giuseppe Rossi são problemas sérios para Cesare Prandelli às vésperas da Copa do Mundo. A seleção italiana precisa solucionar a grande interrogação que se forma para o seu ataque ou, pelo menos, para a reserva de seus sonhados titulares. Na última convocação da Azzurra, foram chamados o veteraníssimo Alberto Gilardino e o reserva em seu clube Pablo Osvaldo, dois nomes pra lá de contestáveis. Mas também os jovens Mattia Destro e Ciro Immobile. Uma dupla que, por tudo que vem fazendo na Serie A, merece ser observada com mais carinho.

Talvez a rodada da Serie A deste final de semana conte justamente com os dois garotos em seu ataque. Destro foi o destaque absoluto da Roma na vitória por 3 a 1 sobre o Cagliari, fora de casa. Com Florenzi e Gervinho abertos ao seu lado, o homem de referência se aproveitou da movimentação dos companheiros para anotar os três gols de seu time. Enquanto isso, Immobile apareceu para decretar a virada do Torino sobre o Catania fora de casa, anotando o gol decisivo no triunfo por 2 a 1 e chegando a 18 tentos na Serie A, igualando Tevez na artilharia. Já Destro soma 13 gols, mas em apenas 18 partidas, já que perdeu o início da liga por contusão.

As características de Destro e Immobile não são exatamente iguais. Enquanto o romanista tem um pouco mais de mobilidade (tanto que a maioria de seus gols neste domingo nasceu de jogadas em velocidade), o granata prima mais pela potência física. Algo que é até bom para Prandelli contar com uma diversidade maior em seu elenco, podendo promover mudanças de estilo durante as partidas do Mundial.

Se for para ponderar apenas a fase atual, não há muitas dúvidas de que Destro e Immobile deverão ser os favoritos de Prandelli, assim como se o treinador quiser dar rodagem aqueles que podem ser os futuros titulares da seleção. Mas é claro que em Copa do Mundo há muitos fatores que pesam. Como a experiência de encarar jogos duros e não desaparecer – fatores que podem deixar Osvaldo e Gilardino mais à frente. Porém, se fosse só isso, Luca Toni também deveria ter vez. Afinal, também está em fase estupenda e tem o protagonismo na Copa de 2006 no currículo. E, convenhamos, muito mais carisma que os outros dois veteranos.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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