Serie A

Destaque na seleção, Nico González se transfere à Fiorentina e reforça os laços do clube com a Argentina

O atacante do Stuttgart chega como negócio mais caro da história da Fiorentina, comprado por €23 milhões

A Fiorentina investiu um dinheiro considerável em reforços nas últimas temporadas, mas que não necessariamente se reverteram em bons resultados em campo. A Viola, ainda assim, permanece com dinheiro em caixa para fazer apostas e anunciou uma ótima contratação nesta quarta-feira: o atacante Nico González. O ponta vem sendo um dos destaques da seleção argentina na Copa América e reforça o seu talento, evidenciado com a camisa do Stuttgart nos últimos anos. A saída do jovem de 23 anos do clube alemão já era esperada e a Fiorentina desembolsou €23 milhões pela transferência. É o maior negócio da história dos italianos, superando os €20 milhões desembolsados por Juan Guillermo Cuadrado.

Cria da base do Argentinos Juniors, Nico González começou sua carreira profissional também em La Paternal, onde se destacou durante a passagem do clube pela segunda divisão. O novato era um dos principais jogadores na ofensiva equipe de Gabriel Heinze que conquistou o acesso e depois faria mais uma boa temporada com o Bicho Colorado na elite do Campeonato Argentino. O Stuttgart pagou €11 milhões pela compra do atacante, então com 20 anos, para a temporada 2018/19.

Mesmo com o rebaixamento do Stuttgart em sua primeira temporada, Nico González já foi um dos destaques do clube e não demorou a se adaptar ao futebol alemão. De qualquer maneira, o atacante estourou mesmo na segundona, com 14 gols que impulsionaram os suábios rumo ao acesso. Em 2020/21 já existiam rumores de que o argentino poderia buscar novos ares. Ele ainda assim ficou e auxiliou o bom primeiro turno do Stuttgart, com seis gols e duas assistências em 15 partidas. Todavia, o excesso de lesões atrapalhou a continuidade do camisa 22, que perdeu quase todo o segundo turno do campeonato.

Mesmo fora de ritmo, Nico González foi convocado para a Copa América. O atacante tinha sido lançado na seleção principal em 2019, com o próprio Lionel Scaloni, e foi um dos melhores do time na Data Fifa de novembro de 2020, quando marcou dois gols pelas Eliminatórias. O ponta esquerda iniciou a Copa América como titular e segue se apresentando em bom nível, não apenas por suas qualidades ofensivas, mas também por sua combatividade e por sua intensidade. Se a Fiorentina já crescia os olhos sobre o jogador, certamente suas últimas exibições ajudaram a encaminhar o negócio. Poderá entrar como um ponta ou também como um homem de referência na linha de frente.

A chegada de Nico González ainda reforça os laços da Fiorentina com a Argentina. Gabriel Batistuta é o grande símbolo dessa relação, pela bonita história que escreveu com a camisa violeta nos anos 1990. Ao todo, foram 28 jogadores do país com passagens pelo clube na Serie A. Daniel Passarella, Daniel Bertoni e Ramón Díaz foram outros nomes significativos na década de 1980 antes de Batigol, enquanto a década de 1960 viu brilhar os oriundi Miguel Montuori e Humberto Maschio. Ainda vale citar atletas menos estelares que defenderam a Viola nas duas últimas décadas, como Mario Santana, Gonzalo Rodríguez e Facundo Roncaglia. O elenco atual conta com Germán Pezzella e Lucas Martínez Quarta no sistema defensivo.

Além de Nico González, a Fiorentina tinha acertado a contratação do zagueiro brasileiro Igor, que estava na Spal. Há uma equipe jovem com capacidade de evoluir. Nomes como Bartlomiej Dragowski, Nikola Milenkovic, Lucas Martínez Quarta, Sofyan Amrabat, Gaetano Castrovilli, Christian Kouamé e principalmente Dusan Vlahovic possuem menos de 25 anos, todos importantes na temporada passada. É ver se Franck Ribéry continuará para liderar essa garotada e ser um professor a Nico González no lado esquerdo do ataque. Além do mais, depois da brevíssima e frustrada passagem de Gennaro Gattuso pelo Artemio Franchi, a Viola ainda precisa anunciar qual treinador dará novos rumos a este elenco.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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