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Com um gesto simples, Rudi García fez uma grande defesa à liberdade de imprensa

O ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, o maior atentado da história da França, repercute bastante no futebol. Durante os jogos da Ligue 1, além do minuto de silêncio, as próprias torcidas têm vestido preto em sinal de luto. E os gestos de apoio reverberam também entre os franceses que atuam no resto da Europa. Neste sábado, Bafetimbi Gomis comemorou o seu gol contra o West Ham exibindo uma grande bandeira francesa. Já o técnico Rudi Garcia foi mais sutil em sua mensagem, na conferência de imprensa antes do dérbi entre Roma e Lazio.

Garcia deixou um lápis em cada uma das cadeiras reservadas para jornalistas no evento. Queria, assim, deixar clara a sua posição a favor da liberdade de imprensa. “Sou francês e estou de luto. Gostaria de expressar a minha solidariedade ao meu país. Nós todos temos que estar juntos neste momento. Não foi só um ataque à França, mas à liberdade de imprensa. Vocês sabem o que significa. As coisas não podem mudar depois desses eventos trágicos, essa liberdade precisa durar para sempre. Somos como os jornalistas do Charlie Hebdo, nosso trabalho é entreter. Por isso me sinto como um deles. Todos somos Charlie”, declarou, com a frase Je Suis Charlie a sua frente. Atitude simples e, ao mesmo tempo, de significado gigante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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