Serie A

Com um a menos e pênalti polêmico, Juventus conseguiu uma vitória crucial contra a Inter

Agora, resta à Velha Senhora secar Milan e Napoli neste domingo para chegar à última rodada mais bem colocada para terminar no G4

A derrota seria trágica. Provavelmente significaria que a Juventus não disputaria a próxima Champions League, com implicações esportivas e financeiras profundas. Mas a adversária não poderia ser mais difícil: a Internazionale, campeã italiana. Apesar dessa dificuldade, apesar dessa pressão, de ter ficado com um jogador a menos e de ter levado o empate a menos de dez minutos do fim, a Velha Senhora conseguiu arrancar a vitória por 3 a 2, com a ajuda de um pênalti polêmico em Juan Cuadrado, e se mantém viva na briga pelo G4.

Mesmo que se classifique à Champions League, dependendo agora de um tropeço do Napoli ou dois do Milan, além de vencer o Bologna na última rodada, a maneira como tem precisado suar sangue para alcançar um objetivo que na última década foi quase automático é um péssimo sinal para o trabalho de Andrea Pirlo. Não dá para negar a força de vontade que o time demonstrou nesse jogo, porém, para duas vezes conseguir superar a frustração do empate da Internazionale para buscar a vitória.

Para os padrões do desempenho irregular que colocou o time nessa situação, a Juventus até que fez um bom primeiro tempo, geralmente no controle das ações e criando boas chances de gol. Logo aos 11 minutos, Chiesa aparou o cruzamento na segunda trave ajeitando de cabeça para Kulusevski, que chegou batendo em cima Milan Skriniar. No minuto seguinte, Chiesa teve a chance de finalização, mas mandou por cima do gol de Handanovic.

Kulusevski teve outra boa situação, bloqueada por De Vrij, minutos antes de a Juventus abrir o placar. Matteo Darmian cometeu pênalti em Chiellini. Cristiano Ronaldo não bateu bem, à meia altura, quase no meio do gol, e Handanovic defendeu. O rebote, porém, sobrou para o português completar às redes.

Pênalti aqui, pênalti ali: o árbitro Gianpaolo Calvarese deu um pisão de Danilo em Lautaro Matínez dentro da área. Lukaku empatou da marca do cal. Mas ainda antes do intervalo Cuadrado pegou a sobra na entrada da área e recolocou a Juventus à frente no placar com uma pancada de fora da área.

Rodrigo Bentancur deixou os companheiros na mão, aos 10 minutos da etapa final, ao receber o segundo cartão amarelo por falta em Lukaku. Com um a menos, a dinâmica da partida mudou de forma dramática. A Internazionale pulou de 49% de posse de bola no primeiro tempo, mais esperando o contra-ataque, a 70% no segundo. A Juventus tinha vantagem no placar, mas precisaria resistir à Inter durante 40 minutos.

Foi um Deus nos acuda. A Inter havia dado um cruzamento antes do intervalo. Passou para 16 no segundo. A Juventus a limitou a apenas seis finalizações pelo menos e, quando a chance apareceu, Szczesny fez boa defesa em cabeçada de Vecino. No entanto, no minuto seguinte, Barella cruzou da direita e Chiellini mandou contra o próprio patrimônio. O árbitro anulou o gol por suposta falta de Lukaku no zagueiro. Ao revisar no assistente de vídeo, constatou o contrário: foi Chiellini quem fazia falta em Lukaku. O gol valeu.

Mal deu tempo de calcular as implicações daquele empate porque, aos 41 minutos, Cuadrado fez a jogada pela ponta direita, buscou o drible e, marcado por Perisic, caiu. A influência de Perisic em sua queda não ficou muito clara, mas o árbitro deu pênalti mesmo assim. O próprio Cuadrado cobrou para garantir a vitória.

Os três pontos foram essenciais à Juventus. Colocam-na dentro do G4, empatada em pontos com o Milan, que enfrenta o Cagliari no domingo, e com dois pontos a mais do que o Napoli, que ainda joga contra a Fiorentina pela 37ª rodada. Agora, é a hora de secar.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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