
Os jogadores do Parma deram uma grande prova de comprometimento com a torcida nos últimos oito meses. Sem receber os salários, o elenco se manteve em campo, por mais que ouvisse falsas promessas dos dirigentes e lidasse com o descaso de toda a parte. Nem todos aguentaram. Principal estrela do time na conquista de uma vaga na Liga Europa em 2013/14 (não consumada exatamente pela crise), Antonio Cassano fez as malas no começo do ano. E, aos 32 anos, vive o drama do apaixonado por futebol longe das partidas.
Durante a janela de transferências do início do ano, até se comentou que o atacante pudesse assinar com algum clube. O destino mais especulado era o Bari, de sua cidade natal, que atualmente disputa a segunda divisão. Mas o acordo não aconteceu. Já nesta semana, Cassano se abriu para falar sobre a falta que o dia a dia do futebol lhe faz. Palavras pesadas, que fazem refletir bastante sobre as dificuldades de um jogador às vésperas de parar.
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“Eu me sinto doente sem o futebol. Parece que estou mais próximo da morte. Eu tive que dizer não ao Bari por questões familiares. Mas sinto falta do vestiário, dos treinos, da bagunça com os companheiros durante todo o dia. Mas, acima de tudo, eu sinto saudades da adrenalina dos dias de jogo. Mas agora minha família vive mais tranquila, e é assim que tem que ser neste momento”, afirmou Cassano, em entrevista à revista italiana Chi.
“Estou casado há cinco anos e esta é a primeira vez em que posso ter um tempo com meus filhos e com a minha esposa. A primeira e última, eu penso, porque eu ainda quero jogar. Se eu ficar por muito tempo longe do futebol, eu morrerei”, complementou.
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Além disso, Cassano também quer continuar trabalhando no meio depois da aposentadoria. “Eu me vejo como diretor esportivo no futuro. Alguém que lida com os jogadores diretamente. Eu sei que eles não poderão me enganar, porque conheço todos os truques de um jogador nos bastidores”.
Em uma temporada e meia pelo Parma, Cassano anotou 18 gols em 56 partidas. Em 2014, o veterano também disputou a Copa do Mundo pela Itália, entrando em campo em duas partidas da campanha da Azzurra. Lenha o veterano ainda tem para queimar. Resta saber quem apostará nele para “afastá-lo” da morte.



