Serie A

Brescia vendeu caro a derrota para a Juventus na estreia de Balotelli

Um mês depois de ser apresentado como reforço do Brescia, Mario Balotelli enfim estreou pelo clube de sua cidade, após passar todo esse tempo se preparando fisicamente. Sem Cristiano Ronaldo, todos os olhos no jogo contra a Juventus estavam voltados para o atacante italiano, mas foi o desempenho coletivo do Brescia que chamou mesmo a atenção. Os recém-promovidos à Serie A venderam caro a derrota por 2 a 1 à atual octacampeã italiana nesta terça-feira (24).

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O Brescia não demorou a mostrar que traria um desafio formidável ao time de Maurizio Sarri. Logo aos quatro minutos de jogo, os donos da casa abriram o placar. Do campo de defesa, o promissor meia Sandro Tonali arrancou com a bola pela esquerda, tabelou, driblou a marcação conforme avançava no campo da Juve e tocou pelo meio. Rômulo recebeu a bola e abriu pela ponta com Alfredo Donnarumma. Aproveitando o espaço deixado por Alex Sandro, que o marcava, o atacante acertou um forte chute, que encontrou Szczesny no meio do caminho, mas sem influência suficiente para tirar a bola da trajetória do gol: 1 a 0.

A Juventus então intensificou suas ações, e Higuaín, em duas oportunidades, levou perigo. Na primeira, impedido, esbarrou em grande defesa de Jesse Joronen. Na segunda, desviou leve de cabeça uma bola levantada na área e a viu passar rente ao gol. O Brescia respondeu com Balotelli batendo falta com potência, forçando Szczesny a espalmar por cima da meta.

Ainda no primeiro tempo, o time de Turim alcançou o empate. Após cobrança de escanteio de Paulo Dybala, o goleiro Joronen e o zagueiro Jhon Chancellor se embolaram pelo alto, a bola bateu no defensor e entrou na meta dos anfitriões: 1 a 1.

O gol no fim da primeira etapa impulsionou a Juventus, que voltou do intervalo levando perigo ao gol de Joronen, mas o goleiro estava inspirado e segurou o ímpeto, com destaque à defesaça em chute forte de Rabiot, aos dez minutos do segundo tempo, após boa jogada de Dybala pela direita.

Por mais que o Brescia tenha feito ótima partida, foi a Juventus que conseguiu tomar a frente do placar na etapa final. Aos 18 do segundo tempo, Dybala e Pjanic posicionaram-se para bater falta da intermediária. O argentino foi o escolhido, mas acertou a barreira. Pjanic, no entanto, estava logo ali para pegar o rebote e acertar um remate forte a gol, no canto direito de Joronen, sem chances de defesa ao goleiro.

O Brescia respondeu na sequência, com Tonali mais uma vez aparecendo bem, agora para cruzar a bola para Daniele Dessena, que chutou com força, cruzado, rente à trave esquerda de Szczesny.

Dybala, que participava de boa parte das ações da Juve no ataque, finalizou com perigo, de longe, mandando perto do gol de Joronen, aos 29 minutos. Quatro minutos depois, teve que deixar o campo ao sentir lesão, mas pôde sair satisfeito com o desempenho em um jogo duro que pode ter ajudado em suas pretensões de voltar de vez ao time titular.

A Juventus, com Bernardeschi e suas finalizações potentes de longe, foi quem mais levou perigo no restante da partida, embora o Brescia ainda tenha ensaiado uma reação final com Matri, mas o placar ficou mesmo no 2 a 1 para os bianconeri.

Com o revés, o Brescia chega a três derrotas em cinco jogos no Campeonato Italiano. Entretanto, já tendo enfrentado dois gigantes na competição: Milan e Juventus. Nas outras duas partidas, conquistou vitórias importantes e vê em Alfredo Donnarumma uma peça fundamental para suas pretensões. O atacante chegou a quatro gols em cinco partidas na temporada da liga.

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Perder para a octacampeã nacional não é demérito algum. Pelo contrário, considerando a forma como se deu a derrota. O time de Eugenio Corini jogou pra frente, finalizou quase o mesmo que a Juve (16 a 20) e teve oportunidades suficientes para dizer que merecia sair ao menos com um pontinho.

Com este tipo de desempenho e a adição de Balotelli, mostra estar preparado para poder permanecer na Serie A, seu grande objetivo após o acesso. O atacante parece estar com fome de bola. Vem de um semestre de qualidade com o Olympique de Marseille, marcando oito gols em 15 jogos na Ligue 1 e, determinado a voltar à seleção italiana, diz ter treinado mais duro no último mês e meio do que em toda a sua carreira.

Os sinais são bons ao time da Lombardia.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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