ItáliaSerie A

Ah, Roma…

Contratações, novo dono, técnico trazido de um time de escola de futebol bonito. Era isso que a Roma prometia antes do início da temporada, aumentando a expectativa de um time que não chegou nem na Liga dos Campeões na temporada passada.

Essa perspectiva foi se diluindo com o futebol inconstante da equipe ao longo dos jogos e, com a proximidade do fim do primeiro turno mostra que os giallorossi não estão no grupo que brigará pelo scudetto.

A temporada já começou colocando Luis Enrique contra a parede com a eliminação surpreendente na Liga Europa, diante do Slovan Bratislava. Veio, então, uma briga com o capitão e símbolo do clube, Francesco Totti. O desgaste aconteceu, mas acabou sendo resolvido. Ao menos aparentemente.

O time melhorou, fez algumas boas partidas, mas os resultados continuavam oscilando. A equipe não conseguiu ir além de duas vitórias consecutivas. O futebol melhorou, mas a instabilidade impedia o time de decolar. E sem resultados, Luis Enrique viu seu trabalho continuar a ser contestado.

Algumas vitórias mostraram um futebol coletivo, envolvente, que priorizou a posse de bola e a troca de passes, como no jogo contra a Atalanta, no dia 1º de outubro. A vitória por 3 a 1 foi merecida e deu esperanças aos torcedores. A derrota para a Lazio em seguida e os resultados que se sucederam desde então mostraram que o time ainda não está pronto.

A campanha até aqui mostra um retrospecto ruim, mais do que decepcionante. São 14 jogos, com cinco vitórias, três empates e seis derrotas. Mais fracassos do que um time que tinha a pretensão de estar entre os primeiros poderia ter. O nono lugar deixa o time atrás de Palermo (6º), Genoa (7º) e Cagliari (8º), todos com investimentos muito menores que os giallorossi.

A questão é que o time tem potencial e tem jogadores para fazer mais do que faz. Consegue fazer jogo duro com um time bem montado como a Juventus, mas também é capaz de perder por 3 a 0 para a Fiorentina sem apresentar nada de futebol. Sem contar no estranho episódio da briga entre Pablo Osvaldo e Erik Lamela, amenizado depois.

A partida contra a Juventus, especificamente, mostrou uma Roma bem postada, especialmente do meio-campo para frente. Lamela, Pjanic e Totti fizeram boas partidas e deram trabalho à defesa bianconera. Só que a equipe voltou a apresentar um defeito que tem e que contra times grandes aparece com mais clareza: falta capacidade de decidir os jogos nos momentos em que está dominando o adversário.

A Roma precisa resolver esse problema. Se só Totti for capaz de decidir as partidas, será pouco. O capitão tem sofrido com lesões e, mesmo em campo, não tem conseguido fazer o mesmo que antes. Ainda tem capacidade de decidir partidas, mas precisa de um time que o ajude mais. Daniele De Rossi – que jogou como zagueiro contra a Juventus, pela falta de jogadores na posição – é quem pode ajudar a fazer a diferença no meio. No mais, são jogadores talentosos e jovens, que fazem com que o time oscile mais do que deveria. E se afaste, cada vez mais, da luta pela ponta da tabela.

O trabalho de Luis Enrique mostra alguns bons sinais, como a forma como o time joga nos seus melhores dias. Só que a instabilidade do time e os resultados ruins geram dúvidas. E, assim, resta saber se a torcida e, principalmente, a diretoria terá paciência para manter o treinador. Com o que se viu até agora, parece improvável.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo