A situação do Milan na Serie A não é tensa apenas na tabela. Agora, a ameaça aos jogadores passou a ser concreta. Neste sábado, os rossoneri não foram além do empate por 1 a 1 contra o Genoa, em uma partida em que tinham tudo para ganhar – saíram em vantagem, tiveram um jogador a mais por boa parte do tempo e Mario Balotelli ainda perdeu um pênalti. A fraca atuação revoltou os torcedores, que resolveram impedir que o elenco saísse do estádio.
Cerca de 300 ultras da Curva Sud fecharam a rua que dá saída ao San Siro. Entre os gritos, pediam para os jogadores se envergonharem e diziam que estavam com pedaços de pau esperando por eles. “Esses moleques não sabem o que é sacrifício. Suas contas estão cheias, enquanto pessoas como nós trabalhamos para eles”, cantavam. A situação só se acalmou quando Kaká e Christian Abbiati foram até os líderes da torcida, prometendo mais empenho do time para reverter a situação.
O Milan soma 14 pontos na Serie A, apenas cinco acima da zona de rebaixamento, e pode cair da 11ª posição para a 15ª até o final da rodada. Já 14 pontos distante da zona de classificação à Liga dos Campeões, os torcedores já podem se acostumar com um ano longe das competições continentais na próxima temporada. Vice-presidente do clube, Adriano Galliani tenta apaziguar a situação dizendo que “não é preciso fazer um drama com isso”.
Na próxima terça, o Milan tem uma verdadeira decisão pela frente. Os italianos visitam o Celtic pela Liga dos Campeões e uma derrota pode complicar a classificação do time no torneio continental. Segundo a imprensa italiana, pode determinar até mesmo a demissão do técnico Massimiliano Allegri. E, talvez, causar uma revolta ainda maior dos ultras.



