A Roma deu trabalho, mas a aura de campeão do Napoli se reafirmou com o gol da vitória no fim
Osimhen anotou um golaço no primeiro tempo, El Shaarawy empatou no segundo tempo e Simeone saiu do banco para ser herói no final
Na véspera da partida em Nápoles, José Mourinho quebrou o protocolo: parabenizou o Napoli por “já ser campeão da Serie A”, mesmo faltando um turno inteiro a se disputar. A postura do treinador valorizava a campanha fantástica dos napolitanos, mas não significava que a Roma entregaria os pontos de antemão na visita ao Estádio Diego Armando Maradona. E, de fato, o que se presenciou foi uma partida em altíssimo nível neste domingo. O imparável Osimhen abriu o placar aos anfitriões com uma pintura, mas a Loba equilibrou o duelo e lutou demais até o empate. Todavia, os elogios de Mourinho ao adversário se mostraram justificados no final da noite. Realmente, é muito difícil de competir com esse Napoli. Giovanni Simeone veio do banco e, aos 41 do segundo tempo, marcou o gol da vitória por 2 a 1. A aura de campeão prevalece entre os celestes, mesmo num embate tão complicado.
O Napoli queria abrir vantagem desde cedo. Tinha volume de jogo e qualidade com Khvicha Kvaratskhelia. O georgiano botou Rui Patrício para trabalhar logo aos cinco minutos e criava as melhores chances do time. A Roma sairia um pouco mais, mas esbarrava na defesa celeste. Só que foi num desentendimento dos adversários que os giallorossi quase marcaram antes, aos 12. Alex Meret saiu mal e quase Kim Min-jae marca contra, na tentativa de ganhar de Tammy Abraham pelo alto.
Passado o susto, o Napoli voltou com tudo para o ataque. Conseguiu seu gol com os dois destaques do time, Kvaratskhelia e Victor Osimhen, aos 17. O ponta foi ótimo na passagem pelo lado esquerdo, ao executar o cruzamento. O centroavante conseguiu se sair melhor, num lance brilhante. Osimhen matou no peito, ajeitou com o joelho e, sem deixar a bola cair, desferiu um chute potentíssimo. Afundou a bola no alto da meta. E mesmo com a vantagem os napolitanos permaneceram com mais capacidade no ataque, mesmo sem criar tanto.
Com o passar dos minutos, o primeiro tempo se tornou amarrado. As defesas faziam bom trabalho para evitar lances mais agudos. Mesmo assim, a Roma deixava a desejar. A equipe precisava ser mais propositiva e não construía tanto no ataque. Depois dos 30 minutos, os giallorossi até se adiantaram um pouco mais em campo, mas sem grandes ameaças. Deixar espaço para os contra-ataques do Napoli também era um perigo. Osimhen ameaçou de novo aos 45, em cabeçada que passou perto. Já o melhor lance da Loba na primeira etapa aconteceu nos acréscimos, em chute firme de Leonardo Spinazzola que Meret rebateu.
José Mourinho colocou Stephan El Shaarawy como ala no segundo tempo, no lugar de Spinazzola, e a troca fez efeito. A Roma começou mais ofensiva e o substituto quase complicou numa bola de cabeça que escorou no segundo pau. Já o Napoli precisava recuar, mas também podia contragolpear. Aos dez minutos, Hirving Lozano disparou e Kvaratskhelia foi desarmado na área no hora do domínio. O momento, porém, era mesmo da Loba. A blitz aumentava e Meret realizou uma defesaça em cabeçada de Bryan Cristante após escanteio. Na sequência, Ibañez foi travado dentro da área. Mas os romanistas não podiam se descuidar. Num contragolpe aberto dos napolitanos, Lozano chutou forte e Rui Patrício triscou na bola para que saísse por cima do travessão.
O Napoli acionou Eljif Elmas e Matías Olivera no banco de reservas aos 24, enquanto a Roma perdeu o lesionado Tammy Abraham para a entrada de Andrea Belotti. A partida permanecia indefinida, mas com ideias mais claras dos romanistas. E a aposta em El Shaarawy se pagou aos 30, com o gol de empate. Nicola Zalewski cruzou da direita e o substituto passou nas costas de Lozano para definir, sem que Meret conseguisse salvar. Osimhen e Lozano foram substituídos pouco depois, com Giacomo Raspadori e Giovani Simeone dando nova configuração ao ataque. Os celestes voltariam a se adiantar em campo na reta final.
A recompensa ao Napoli por sua postura não demorou a acontecer. Os celestes voltaram a ficar com a vitória nas mãos aos 41 minutos, com o segundo gol. E as trocas também foram importantes. Piotr Zielinski acionou Gio Simeone na entrada da área. O atacante escapou de Chris Smalling, girou e chutou no alto da meta, sem que Rui Patrício pudesse alcançar. Os líderes reafirmavam sua força. Os napolitanos seguiram melhores nos minutos seguintes e Raspadori quase anotou o terceiro. Somente nos longos acréscimos é que a Roma voltou a dar um calor pelo empate, mas sem conseguir o tento. Os napolitanos comemoravam de novo.
O Napoli alcança os 53 pontos na Serie A, com 17 vitórias em 20 partidas. Após a derrota para a Internazionale, o time respondeu com uma série de quatro triunfos. Com isso, abre 13 pontos de vantagem na primeira colocação. Já a Roma perde sua sequência invicta, mas num resultado compreensível. Os giallorossi permanecem na briga por Champions, com 37 pontos, apenas um abaixo do G-4.



