Serie A

À espera de seu novo trabalho, Allegri revela: “O único clube que recusei foi o Real Madrid, há três anos”

Sem clube desde 2019, Massimiliano Allegri participou da programação da Sky Sport Italia no domingo (21) e, entre comentários sobre a atual temporada de futebol do país, falou também de sua saída da Juventus e da única proposta que recebeu nos últimos anos. Ainda no comando da Juve, foi abordado pelo Real Madrid, mas, como revelou à emissora italiana, recusou o convite por causa do compromisso que tinha com a Velha Senhora.

“Quando o Real Madrid me ligou há três anos, eu havia prometido à Juventus que permaneceria. É a única oferta que recusei”, afirmou Allegri, que falou em seguida sobre a possibilidade de retornar à Juventus: “É impossível dizer. Além disso, o Andrea Pirlo está lá agora e, na minha opinião, está fazendo um bom trabalho”.

Ao longo da temporada, a imprensa italiana tem tido uma opinião diferente, mas Allegri avalia como positivo o primeiro trabalho de Pirlo como treinador. “Não sei o que falta à Juve. Eles estão na final da Copa da Itália, conquistaram a Supercopa, estão lutando pelos quatro primeiros lugares. A Champions League é um pouco como uma loteria”, comentou, justificando a eliminação nas oitavas de final para o Porto.

Falando sobre o fim de sua aventura na Juve, Allegri mencionou um fim de curso natural. “Havia diferenças de opinião. O presidente tomou a decisão, e eu sempre tive uma boa relação com o Andrea (Agnelli, presidente da Juventus). Tivemos uma bela química durante cinco anos, muitas coisas deram certo, fizemos grandes movimentos no mercado de transferência, nos divertimos.”

“A hierarquia, ou seja, o presidente, (Fabio) Paratici e (Pavel) Nedved, decidiram colocar um fim. O fim daquela última temporada foi a conclusão lógica da relação entre a Juventus e eu. Continuo muito apegado ao clube e, profissionalmente, sou realmente apaixonado pelos clubes em que trabalho”, completou.

Para Allegri, a imprensa especializada na Itália coloca muito foco sobre o que a atuação de uma equipe revela sobre seu treinador. Para ele, os jogadores não deveriam ser apenas instrumentos para se medir o trabalho de um técnico, mas, sim, responsabilizados eles próprios.

“Acho que precisamos colocar os jogadores de volta no centro do jogo. Um treinador organiza uma equipe, mas então reclamamos quando enfrentamos times na Europa que passam a bola a 100 quilômetros por hora. Precisamos nos questionar aqui. Isso me entristece, mas, na Itália, é quase como se os jogadores tivessem se tornado instrumentos para provar se o técnico é bom. Ou como se eles fossem apenas instrumentos que podemos moldar para criar valor. Não deveria ser assim.”

A menos de seis meses do início da próxima temporada, Allegri reconheceu que espera voltar aos bancos de reserva, mas descartou que exista, por ora, qualquer acordo para assumir um novo clube em 2021/22. “Quero voltar em junho (após a atual temporada) porque me divirto e tenho uma grande paixão (pelo futebol).”

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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