Serie A

A cavadinha de Icardi aliviou a Internazionale, que volta a celebrar na Serie A

A Internazionale volta à Serie A de ressaca, depois do que aconteceu na Liga dos Campeões. A classificação aos mata-matas estava nas mãos dos nerazzurri, que não cumpriram sua parte no duelo em casa contra o PSV. Águas passadas com a decepção, hora de olhar para frente e fincar o pé no G-4 do Campeonato Italiano. Mesmo que tenha sofrido, o time cumpriu seu papel diante da Udinese, neste sábado. De novo em Milão, os interistas tiveram total controle do jogo, mas precisaram ralar. A vitória por 1 a 0 saiu apenas no fim do segundo tempo, graças a um pênalti convertido pelo artilheiro Mauro Icardi.

O primeiro tempo foi todo nerazzurro. A Inter “venceu” por 12×0 nas finalizações, mas não teve competência para anotar um gol sequer. Nas melhores chances, Icardi e Keita Baldé falharam diante da meta da Udinese. Os friulani melhoraram no segundo tempo e, enfim batendo a gol, chegaram a assustar Samir Handanovic. Mesmo assim, com os anfitriões crescendo após a entrada de Lautaro Martínez, caberia a Icardi resolver a parada. O centroavante chegou a perder um gol absurdo na pequena área, cabeceando para fora. No entanto, quando pôde se redimir, o fez com maestria. A arbitragem assinalou um pênalti por toque de mão aos 31 minutos e, na cobrança, o argentino bateu com cavadinha. Os dois times ainda poderiam ter marcado no final e perdoaram, enquanto Icardi teve um tento bem anulado pela arbitragem. Nada que atrapalhasse o resultado.

A vitória pode não convencer, mas é fundamental à Inter. Além do empate com o PSV, o time vinha de duas rodadas sem triunfos na Serie A. Com o resultado deste sábado, chega aos 32 pontos, na terceira colocação. Está três abaixo do Napoli e seis à frente do Milan, os mais próximos na tabela, que ainda jogam na rodada. Já a Udinese corre novamente riscos, dois pontos acima da zona de rebaixamento.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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