Serie A, classe de 2009/10

Terminada mais uma temporada da Serie A, é hora de avaliar a campanha dos 20 times, desde a campeã Internazionale até o lanterna e rebaixado Livorno. Quem superou as expectativas e quem decepcionou? Quem foram os goleadores, os destaques, os técnicos degolados no meio do caminho. Apresentamos aqui um resumo da temporada.
Internazionale (campeã)
Técnico: José Mourinho
Competição europeia: Liga dos Campeões (finalista)
Copa da Itália: campeã
Destaque: Wesley Sneider (meia)
Artilheiro: Diego Milito (22 gols)
Nota da temporada: 9
A Inter fez o negócio da década no futebol europeu – recebeu Samuel Eto'o e mais € 40 milhões em troca de Zlatan Ibrahimovic – e ainda acertou na mosca em praticamente todas as contratações. Milito, Sneijder, Lucio e Thiago Motta, além de Pandev, que chegou no meio da temporada, eram as peças que faltavam para o quebra-cabeças de José Mourinho. Um elenco, enfim, capaz de manter o protagonismo na Itália e ainda fazer dos nerazzurri uma força respeitada na Europa. Só o que impede a temporada da Inter de merecer uma nota máxima é a queda de rendimento na reta final, que permitiu à Roma sonhar com o título. Mas com a Beneamata tão forte, os outros só podem fazer isso: sonhar.
Roma (vice-campeã)
Técnicos: Luciano Spalletti (até a 2ª rodada), Claudio Ranieri (a partir da 3ª rodada)
Competição europeia: Liga Europa (16-avos de final)
Copa da Itália: vice-campeã
Destaque: Mirko Vucinic (atacante)
Artilheiros: Francesco Totti e Mirko Vucinic (14 gols)
Nota da temporada: 8,5
Uma temporada que começou cheia de incertezas, dentro e fora de campo, por pouco não acabou coberta de glórias para a Roma. O romano Claudio Ranieri substituiu Spalletti e apresentou um jogo menos espetacular, mas com uma segurança defensiva que há tempos não se via em Trigoria. Pode-se discutir se a sorte não seria melhor caso Francesco Totti tivesse condições físicas ideais ao longo de todo o campeonato, mas é uma perspectiva irreal para os dias atuais. Com um Vucinic em altíssimo nível, a descoberta de um ótimo Júlio Sérgio e a importante adição de Burdisso, a Roma teve a faca e o queijo na mão e ainda vai lamentar por muitos anos a derrota em casa para a Sampdoria. Mas, para haver frustração, é preciso haver expectativa. E se houve expectativa até a última rodada, é tudo mérito de Ranieri e seu elenco.
Milan (3º colocado)
Técnico: Leonardo
Competição europeia: Liga dos Campeões (oitavas de final)
Copa da Itália: quartas de final
Destaque: Ronaldinho (atacante)
Artilheiro: Marco Borriello (14 gols)
Nota da temporada: 6,5
Uma análise realista da temporada do Milan mostra que o terceiro lugar era o máximo que o time poderia ter almejado. Após a venda de Kaká e com investimentos escassos (e ruins, como provam os € 15 milhões pagos por Huntelaar), Leonardo tirou leite de pedra com um elenco envelhecido e pouco numeroso. Enquanto teve as peças para fazê-lo, o novato treinador brasileiro conseguiu encontrar uma maneira eficiente, e até atraente, de armar o time, contando com o melhor Ronaldinho dos últimos cinco anos. Lesões de jogadores fundamentais, como Nesta e Pato, evidenciaram a falta de boas peças de reposição. O clube chegou a fazer contratações risíveis, como Mancini, na base do desespero. No fim das contas, Berlusconi preferiu cortar a cabeça de Leonardo a admitir os próprios erros.
Sampdoria (4ª colocada)
Técnico: Luigi Del Neri
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: 16-avos de final
Destaque: Antonio Cassano (atacante)
Artilheiro: Giampaolo Pazzini (19 gols)
Nota da temporada: 8
Com um início e um final arrasadores, a Samp pôde até se permitir um período menos feliz no meio da temporada e ainda assim festejando seu retorno à Europa que conta depois de 18 anos. Resultado de um ótimo trabalho de planejamento com o diretor esportivo Giuseppe Marotta, que irá para a Juventus levando consigo Luigi Del Neri. Além de confirmar sua vocação para armar times que usam muito bem os lados do campo, Del Neri ainda soube o momento de afastar Cassano para que ele refletisse sobre a importância de colocar seu talento sempre a serviço da equipe. Quando retornou, o camisa 99 foi novamente decisivo ao lado de Pazzini. Só não foi suficiente para convencer Marcello Lippi a levá-lo ao Mundial. Azar da Azzurra.
Palermo (5º colocado)
Técnicos: Walter Zenga (até a 13ª rodada), Delio Rossi (a partir da 14ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: oitavas de final
Destaque: Fabrizio Miccoli (atacante)
Artilheiro: Fabrizio Miccoli (19 gols)
Nota da temporada: 7,5
O Palermo merece crédito e todos os elogios possíveis por ter visão de futuro e apostar em jovens em um campeonato que raramente tem corajosos o suficiente para isso. Nomes como Pastore, Abel Hernández, Cavani, Kjaer e Sirigu já são realidades. Além deles, brilhou um rodado Fabrizio Miccoli, em sua melhor temporada na Serie A. O presidente Zamparini, famoso por jogar técnicos na fritura, desta vez parece ter tomado a decisão certa ao trocar Walter Zenga por Delio Rossi ainda durante o primeiro turno. Rossi, que já havia feito milagres na Lazio, deu sua feição ao time rosanero e fez a torcida esperar até a última rodada por uma vaga na Champions que seria tão merecida para o clube siciliano quanto foi para a Sampdoria. Terminou invicto em casa, algo que só a campeã Inter e a Samp igualaram.
Napoli (6º colocado)
Técnicos: Roberto Donadoni (até a 7ª rodada), Walter Mazzarri (a partir da 8ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: oitavas de final
Destaque: Marek Hamsik (meia)
Artilheiro: Marek Hamsik (12 gols)
Nota da temporada: 7
A vaga na Liga Europa parecia improvável no início da temporada, com Donadoni conseguindo apenas duas vitórias nos primeiros sete jogos. A troca por Mazzarri deu novos rumos à equipe, que engrenou uma série de 15 jogos invicta e se firmou na parte de cima da tabela. A única frustração é não ter mantido o ritmo para almejar uma classificação para a Champions que parecia possível – e deve ficar mais difícil com a iminente perda da quarta vaga da Serie A, se não nesta temporada, na próxima. Hamsik foi, mais uma vez, o maestro da equipe dentro de campo. A chegada do goleiro De Sanctis ajudou a dar mais solidez defensiva à equipe, que antes sentia falta de um nome confiável na função.
Juventus (7ª colocada)
Técnicos: Ciro Ferrara (até a 21ª rodada), Alberto Zaccheroni (a partir da 22ª)
Competição europeia: Liga dos Campeões (fase de grupos), Liga Europa (oitavas de final)
Copa da Itália: quartas de final
Destaque: Giorgio Chiellini (zagueiro)
Artilheiro: Alessandro Del Piero (9 gols)
Nota da temporada: 3,5
Um desastre. A Juventus merece a pior nota entre os 20 times da Serie A porque começou a temporada prometendo brigar pelo título e acabou em sétimo lugar, igualando o recorde negativo de 15 derrotas da temporada 1961/62. Contratações como as de Felipe Melo e Diego, que custaram um total de € 50 milhões, se revelaram verdadeiros tiros n'água. Ciro Ferrara, “aprovado” por dois jogos no fim da última temporada, foi incapaz de dar padrão de jogo à equipe, algo que seu sucessor, o ultrapassado Alberto Zaccheroni, também não conseguiu. A Vecchia Signora passou quase todo o segundo turno sendo contestada pelos próprios torcedores, e não dá para dizer que não tenham razão.
Parma (8º colocado)
Técnico: Francesco Guidolin
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: terceira fase
Destaque: Daniele Galloppa (volante)
Artilheiro: Valeri Bojinov (8 gols)
Nota da temporada: 7
De volta da Serie B, o Parma começou tão bem que se permitiu até pensar, ainda que brevemente, em classificação para a Liga Europa. Mas os tempos de vacas gordas e dinheiro da Parmalat fazem parte do passado. No fim das contas, uma permanência tranquila na elite era o que o time poderia buscar, e o fez com muita folga. No meio da temporada a equipe perdeu Mariga, peça importante do meio-campo, e viu a tradicional queda de rendimento a que os times dirigidos por Guidolin estão acostumados. Talvez tenha faltado um matador para sonhar um pouco mais alto.
Genoa (9º colocado)
Técnico: Gian Piero Gasperin
Competição europeia: Liga Europa (fase de grupos)
Copa da Itália: oitavas de final
Destaque: Giuseppe Sculli (atacante)
Artilheiro: Rodrigo Palacio (7 gols)
Nota da temporada: 5,5
Justiça seja feita: seria muito difícil o Genoa repetir a brilhante campanha da temporada anterior, quando conquistou vaga europeia e encantou o público pelo futebol atraente. Afinal de contas, haviam sido vendidas as duas principais peças daquele time, Milito e Thiago Motta. De qualquer maneira, o time teve dificuldade para conciliar Serie A e Liga Europa, especialmente por dois fatores: a falta de um goleador que substituísse o ídolo argentino à altura e os problemas defensivos da equipe, a segunda mais vazada do campeonato ao lado do lanterna Livorno. Amelia chegou com status de goleiro de seleção e acabou na reserva do veterano Scarpi. Quando se deixa o torcedor mal acostumado, é natural ficar um gosto de decepção.
Bari (10º colocado)
Técnico: Giampiero Ventura
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: terceira fase
Destaque: Leonardo Bonucci (zagueiro)
Artilheiro: Paulo Barreto (14 gols)
Nota da temporada: 7,5
Pouca gente apostava que o Bari permaneceria na Serie A. Imagine, então, permanecer em grande estilo. Depois de uma negociação frustrada para vender o clube a um empresário norte-americano, e dos desentendimentos que levaram à saída do técnico Antonio Conte, responsável pelo acesso, os prognósticos eram os mais pessimistas. Mas o planejamento se mostrou acertado, tanto pela escolha de Ventura para o comando técnico quanto por contratações como as de Bonucci e Ranocchia, uma das melhores duplas de zaga do campeonato até o segundo se lesionar com gravidade. O Bari foi a revelação do campeonato e ainda se mostrou osso duro de roer para os grandes – chegando a empatar os dois jogos com a campeã Inter.
Fiorentina (11ª colocada)
Técnico: Cesare Prandelli
Competição europeia: Liga dos Campeões (oitavas de final)
Copa da Itália: semifinal
Destaque: Stevan Jovetic (meia)
Artilheiro: Alberto Gilardino (15 gols)
Nota da temporada: 5,5
A temporada será lembrada pela boa campanha na Liga dos Campeões, com uma ótima primeira fase e eliminação sofrida contra o Bayern de Munique nas oitavas – marcada por um grave erro de arbitragem a favor dos alemães no primeiro jogo. Na Serie A, no entanto, a equipe viola foi mera coadjuvante e não conseguiu manter o nível das últimas campanhas. Pesou muito a suspensão por doping que afastou Mutu, em janeiro, do restante da temporada. Parece também ser o fim do ciclo para Cesare Prandelli, favorito para assumir a seleção italiana. Se sua relação com a torcida permanece intacta, com a direção a diferença de visões é cada vez mais clara. O clube terá de iniciar um novo trabalho, e, fora das competições europeias, apostar nos jovens será essencial.
Lazio (12ª colocada)
Técnicos: Davide Ballardini (até a 23ª rodada), Edy Reja (a partir da 24ª)
Competição europeia: Liga Europa (fase de grupos)
Copa da Itália: quartas de final
Destaque: Sergio Floccari (atacante)
Artilheiro: Sergio Floccari (8 gols)
Nota da temporada: 4,5
A Lazio passou boa parte da temporada ameaçada de rebaixamento, e escapou muito mais pela fraqueza dos adversários do que por méritos próprios. Fruto do trabalho de uma diretoria confusa, que lidou mal com os casos de Pandev e Ledesma, jogadores que poderiam ser sido muito úteis no início da temporada. Zárate esteve longe de repetir o desempenho de seus primeiros meses. O argentino se mostrou individualista, incapaz de se sacrificar pelo time – e acabou afundando junto com ele. Se não fosse pela providencial chegada de Floccari em janeiro, os biancocelesti poderiam ter sofrido até a última rodada.
Catania (13º colocado)
Técnicos: Gianluca Atzori (até a 15ª rodada), Sinisa Mihajlovic (a partir da 16ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: quartas de final
Destaque: Maxi López (atacante)
Artilheiro: Maxi López (11 gols)
Nota da temporada: 7
Repetir o desempenho alcançado por Zenga na temporada anterior era o desafio do Catania, e logo nas primeiras rodadas ficou claro que Atzori não havia sido a escolha ideal. A chegada de Mihajlovic foi crucial para que o time se organizasse melhor, mas não falaríamos em uma “salvezza” sossegada se não fosse pela contratação de Maxi López, uma das melhores da história do clube. O argentino, ex-Grêmio, marcou 11 gols em meia temporada e mostrou ser o atacante que faltava aos rossazzurri. No gol, o compatriota Andújar fez valer a experiência de um campeão da Libertadores.
Cagliari (14º colocado)
Técnicos: Massimiliano Allegri (até a 33ª rodada), Giorgio Melis (a partir da 34ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: terceira fase
Destaque: Andrea Cossu (meia)
Artilheiro: Alessandro Matri (13 gols)
Nota da temporada: 6,5
Quando está plenamente concentrado, o Cagliari é capaz de apresentar um futebol entre os mais interessantes da Serie A. No entanto, ter alcançado cedo demais uma posição confortável na tabela acabou levando a uma perda de foco imperdoável. Nenhuma vitória nas últimas 14 rodadas, e no meio do caminho a inesperada demissão de Allegri, um dos melhores da nova geração italiana de treinadores. Ainda assim, jogadores como Cossu e Marchetti terminaram a temporada na lista de pré-convocados para o Mundial.
Udinese (15ª colocada)
Técnicos: Pasquale Marino (até a 17ª rodada e a partir da 26ª), Gianni De Biasi (da 18ª à 25ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: semifinal
Destaque: Antonio Di Natale (atacante)
Artilheiro: Antonio Di Natale (29 gols)
Nota da temporada: 5,5
Um artilheiro de 29 gols. Um elenco respeitável, com jogadores de bom nível em todas as posições, e ainda assim um campeonato medíocre. A Udinese deixa a sensação de que poderia ter construído muito mais na temporada. Alguns jogadores não mantiveram o nível – como D'Agostino, que havia chegado à seleção italiana e à mira do Real Madrid por suas atuações no campeonato anterior.
Chievo (16º colocado)
Técnico: Domenico Di Carlo
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: oitavas de final
Destaque: Mario Yepes (zagueiro)
Artilheiro: Sergio Pellissier (11 gols)
Nota da temporada: 7
Com torcida pequena e investimentos idem, o Chievo faz um pequeno milagre a cada vez que se mantém na Serie A. A equipe dirigida por Di Carlo não tinha grandes estrelas, mas fez valer um grande empenho coletivo para permanecer quase o tempo inteiro longe do perigo de rebaixamento. A defesa, chefiada pelo ótimo goleiro Sorrentino, levou apenas 42 gols, marca superada apenas pelos quatro primeiros colocados. Assim, o time pôde até se permitir um ataque pouco brilhante e extremamente dependente dos gols do capitão Pellissier.
Bologna (17º colocado)
Técnicos: Giuseppe Papadopulo (até a 8ª rodada), Franco Colomba (a partir da 9ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: terceira fase
Destaque: Marco Di Vaio (atacante)
Artilheiro: Marco Di Vaio (12 gols)
Nota da temporada: 6
Pelo segundo ano consecutivo, o Bologna escapa da degola na conta do chá. Mais uma vez, por causa dos gols de Marco Di Vaio, que se não foi tão prolífico quanto na campanha anterior, novamente marcou em momentos cruciais. Outro veterano, Adaílton, também colocou sua rodagem a serviço do time. Mas fica a sensação de que a família Menarini não é capaz de dar o suporte necessário para uma permanência a médio prazo na Serie A.
Atalanta (18ª colocada)
Técnicos: Angelo Gregucci (até a 4ª rodada), Antonio Conte (da 5ª à 18ª), Walter Bonacina (19ª) e Bortolo Mutti (a partir da 20ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: 16-avos de final
Destaque: Simone Tiribocchi (atacante)
Artilheiro: Simone Tiribocchi (11 gols)
Nota da temporada: 4,5
Quatro técnicos, nenhum esquema, diretoria omissa. Receita para um rebaixamento anunciado. Ainda que Mutti tenha alcançado seis vitórias, o dobro de seus três antecessores somados, não foi possível fazer milagre. O time não foi nem sombra daquele que, sob o comando de Del Neri, havia sonhado com a Europa.
Siena (19º colocado)
Técnicos: Marco Giampaolo (até a 10ª rodada), Marco Baroni (da 11ª à 13ª), Alberto Malesani (a partir da 14ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: 16-avos de final
Destaque: Massimo Maccarone (atacante)
Artilheiro: Massimo Maccarone (12 gols)
Nota da temporada: 5
O presidente Massimo Mezzaroma e o técnico Malesani assumiram com a temporada em andamento e pagaram pelos erros da diretoria anterior, responsável por montar um elenco que claramente não estava à altura da primeira divisão. Para um time que venceu apenas uma das primeiras 14 partidas, a certeza do descenso demorou até demais, sempre adiada pelos gols de Maccarone.
Livorno (20º colocado)
Técnicos: Vittorio Russo e Gennaro Ruotolo (até a 8ª rodada), Serse Cosmi (da 9ª à 32ª), Gennaro Ruotolo (a partir da 33ª)
Competição europeia: nenhuma
Copa da Itália: oitavas de final
Destaque: Cristiano Lucarelli (atacante)
Artilheiro: Cristiano Lucarelli (10 gols)
Nota da temporada: 4
Quando você vende seu melhor jogador (Diamanti) na primeira janela de transferências e faz o mesmo (Candreva) na segunda, fica difícil imaginar algo diferente do rebaixamento. Serse Cosmi assumiu o lugar do inexperiente Ruotolo com a temporada em andamento e ainda alcançou alguns resultados acima das possibilidades do time. Popular com a torcida, Cosmi acabou sendo mais uma vítima do temperamento explosivo do presidente Aldo Spinelli, que gosta de palpitar demais no comando da equipe. E não adianta achar que só os gols de Lucarelli salvariam.



