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Roma entrou com a faca nos dentes para triturar Bodo/Glimt e avançar à semifinal da Conference League

Com três gols, Zaniolo brilhou na classificação da Roma, que se vingou do Bodo/Glimt em um estádio Olímpico cheio e vibrante

A Roma entrou em campo com o sentimento de vingança muito forte. Com a cara do seu treinador, José Mourinho, o time foi a campo decidido no Estádio Olímpico para mais do que vencer, atropelar o Bodo/Glimt e conquistar a vaga na semifinal da Conference League. Depois de perder na fase de grupos por 6 a 1 e no jogo de ida das quartas de final por 2 a 1, os romanistas foram a campo sabendo que era a última chance de dar uma resposta. E ela veio, de maneira robusta, com uma atuação de gala e um espetáculo nas arquibancadas.

Roma avassaladora

A torcida atendeu ao pedido de José Mourinho e compareceu em peso ao Estádio Olimpico, criando um grande ambiente. O treinador português escalou o time com três defensores, um volante, dois meias ofensivos, os dois alas bastante avançados e dois atacantes, Nicolò Zaniolo e Tammy Abraham. Um time ofensivo para pressionar os visitantes.

Com o apoio da sua gente, a Roma marcou 1 a 0 logo no começo: o goleiro Nikita Haikin espalmou para frente uma bola que foi cruzada paras a área e deixou a bola viva para Tammy Abraham pegar o rebote e colocar no fundo da rede, logo aos quatro minutos. Com isso, acabou a vantagem do time norueguês logo no começo do jogo.

O gol não arrefeceu o ímpeto dos romanistas. Em uma boa jogada pela direita, Zaniolo lançou Pellegrini na ponta direita, que avançou até a linha de fundo e cruzou para trás. Abraham, posicionado no centro da área, finalizou de primeira, com perigo, mas mandou fora, aos 15. O estádio vibrava com o ótimo início da Roma.

Aos 22 minutos, uma boa jogada pelo meio levou o estádio a explodir pela segunda vez. Foi uma bela jogada: Abraham recebeu pelo meio, tocou de primeira para trás para Pellegrini, que acionou, também de primeira, Zaniolo. Ele recebeu e teve calma para finalizar por baixo e vencer o goleiro Haikin: 2 a 0 para os romanistas. A vantagem, agora, estava do lado do time italiano, que passou a liderar o placar agregado por 3 a 2.

A Roma continuou com sangue nos olhos. O Bodo/Glimt chegou pela primeira vez, conseguiu um escanteio, mas os romanistas estavam voando e emplacaram um contra-ataque com Nicola Zalewski, que esperou o momento certo de tocar em profundidade para Zaniolo. O atacante recebeu e, de frente para o goleiro, deu um toque por baixo na bola, com categoria, para colocar no fundo da rede e marcar 3 a 0, aos 29 minutos.

Foi só então, com uma vantagem de 3 a 0 no placar, que a Roma diminuiu um pouco o ritmo do jogo, controlando mais a partida. Mesmo assim, quase chegou ao quarto gol. Pellegrii interceptou uma bola no meio-campo, avançou, chutou de fora da área, o goleiro Haikin novamente rebateu e Abraham tentou aproveitar, mas não conseguiu: ele tentou tirar do goleiro, mas a bola bateu no seu calcanhar e ele não conseguiu ter o domínio para mandar para a rede.

Zaniolo põe mais um na conta

A Roma voltou para o segundo tempo ainda com fome e aumentou o placar logo aos três minutos. Zaniolo, em uma grande noite, recebeu na ponta direita, avançou sobre a marcação, entrou na área e finalizou com um torpedo de pé esquerdo, no ângulo, para marcar 4 a 0.

O placar deixou a partida mais do que confortável e, naturalmente, o ritmo caiu. O Bodo/Glimt também já parecia aceitar o inevitável destino da eliminação, já que a atuação e os gols marcados pelos mandantes já tornavam essa missão de virar o confronto quase impossível. Os dois times pareceram se acomodar em campo, esperando pela festa.

A Roma conseguiu uma vitória categórica, como o time precisava para seguir vivo na disputa e tentar um título que seria importante para o clube. Segue como o único italiano vivo na Europa – sendo que a Roma já era o último italiano a chegar em uma semifinal de Champions League, em 2017/18, eliminado pelo Liverpool. Agora, o clube tenta, enfim, a taça.

Na semifinal, a Roma terá pela frente um adversário difícil: o Leicester, que eliminou o PSV.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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