Eliminatórias da CopaItália

Roberto Mancini continua na Itália: “Eu queria ganhar uma Euro e uma Copa. Teremos que esperar pela Copa”

Treinador confirma que continua na seleção italiana, apesar do fracasso nas Eliminatórias, mira o futuro e fala em potencial de jovens

O técnico Roberto Mancini confirmou que continuará no comando da seleção italiana em entrevista coletiva nesta segunda-feira. O treinador, campeão da Eurocopa com a Itália em 2021, se disse decepcionado, mas defendeu o trabalho, diz que o grupo atual, com uma ou outra adição, poderia ter ganhado a Copa do Mundo e que esse continua sendo o objetivo. Antes, porém, a Azzurra se preocupará com a Euro 2024, para depois voltar a sonhar com a Copa.

“Conversamos esses dias. Acho que temos as mesmas ideias em tudo. Iremos conversar de novo nos próximos dias. Agora, vamos focar no jogo, então veremos o que podemos melhorar no futuro”, disse o técnico na coletiva de imprensa, falando da partida contra a Turquia, que teoricamente vale o terceiro lugar da chave da repescagem, mas é na verdade um amistoso, feito apenas para os perdedores dos jogos da chave não ficarem sem jogar.

“Precisamos começar de novo e pensar em diferentes situações. Temos jogos difíceis à frente. Veremos”, continuou Mancini. “Apesar da imensa decepção, estou feliz em ver o trabalho que fizemos nos últimos quatro anos foi apreciado. A vitória na Eurocopa não foi a única coisa boa que fizemos. Os rapazes merecem elogios pelo que fizeram. Eu posso dizer que esses rapazes são especiais. Este grupo é excepcional”.

“Nós deveríamos ter ficado em primeiro no grupo de classificação com ao menos dois pontos a mais que a Suíça. Deveríamos ter vencido o jogo em Basel por 3 a 0. Desde setembro, não tivemos sorte e não posso culpar os jogadores porque sempre jogamos um bom futebol. Não fomos precisos. Cometemos erros, perdemos muitas chances”, explicou o treinador.

“Acho que todos vocês lembram do jogo em Basel. Deveríamos ter vencido por dois gols, ao menos. Veremos os nossos erros. Agora é inútil falar. Não queremos ficar procurado desculpas”, afirmou ainda o técnico, se referindo ao jogo entre Itália e Suíça ainda em Basel, que terminou 0 a 0. A Itália ainda empataria também em casa, por 1 a 1, com direito a pênalti perdido nos minutos finais.

Depois de um fracasso tão grande, o mais esperado seria a saída do técnico, mas desde o primeiro momento, o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, afirmou que a ideia era manter o treinador, que ele avaliava com um bom trabalho.

“Essas coisas não acontecem normalmente no futebol”, afirmou Mancini. “Sempre tentamos dar o nosso melhor nesses quatro anos ao ganhar e jogar um tipo de futebol diferente com uma mentalidade ofensiva. Fizemos isso, mas no futebol, as coisas podem mudar do dia para a noite”.

Mancini, então, foi perguntado em que a Itália precisa melhorar. “Agora é inútil falar sobre isso. Teremos a chance de adicionar jogadores jovens que, esperamos, terão mais chances com seus clubes. Isso é crucial. Há muitos jogadores jovens que podem ter a ambição de jogar pela Itália e com um grande futuro pela frente”, disse.

“Podemos olhar para o potencial dos jovens jogadores. O atual time, com algumas adições, poderia ter ganhado a Copa do Mundo. Há muitas coisas que precisamos ver, certamente, e iremos mudar algumas coisas nos próximos jogos. Temos que olhar para a Eurocopa em dois anos e preparar o time para se classificar. Esse é o nosso trabalho”.

“Eu queria ganhar uma Eurocopa e uma Copa do Mundo. Teremos que esperar pela Copa do Mundo, mas eu gosto deste trabalho e quero organizar algo importante. À parte esta decepção, o resto continua”, continuou Mancini.

A Eurocopa 2024 será na Alemanha e as Eliminatórias começam daqui a um ano, em março de 2023. Em junho, a Itália estreará a “La Finalissima”, um torneio amistoso entre o campeão da Eurocopa e o campeão da Copa América, ou seja, Itália e Argentina. Com os italianos fora da Copa e o jogo em Wembley, pode haver um certo desânimo por parte dos italianos, mas certamente mais expectativa do lado argentino.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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