Itália

Promotoria de Las Vegas decide não processar criminalmente Cristiano Ronaldo por acusação de estupro

Aproximadamente um ano depois de a polícia americana reabrir sua investigação criminal contra Cristiano Ronaldo, a pedido de Kathyrn Mayorga, que o acusa de estupro, a Promotoria do condado de Clark, que inclui Las Vegas, onde o crime teria ocorrido, anunciou que não apresentará acusações criminais contra o jogador da Juventus.

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A Promotoria concluiu que, “com base em uma revisão das informações apresentadas neste momento”, não seria capaz de provar “além da dúvida razoável” as alegações de violência sexual contra Cristiano Ronaldo.

O comunicado publicado no Twitter afirma que, em junho 2009, quando o crime teria ocorrido, a vítima relatou à polícia de Las Vegas que havia sido estuprada. Oficiais responderam à ligação e a transportaram para um hospital, onde o exame habitual nesses casos seria realizado.

Os detetives, ainda segundo o relato da Promotoria, chegaram pouco depois e entrevistaram Mayorga. Embora tenha confirmado que sabia o nome do seu agressor, ela se recusou a identificá-lo ou a revelar o local onde o crime teria acontecido.

De acordo com a Promotoria, sem essas duas informações, a polícia não conseguiu seguir protocolos investigativos em casos de violência sexual, como procurar “vitais evidências forenses”. Além disso, “imagens mostrando interações entre a vítima e o agressor antes e depois do suposto crime foram perdidas”. A investigação da época foi, portanto, concluída.

A nota afirma que, em 2010, as duas partes chegaram a um acordo civil e, durante oito anos, os oficiais da lei não ouviram nada sobre o assunto. Em agosto de 2018, a vítima pediu que a investigação fosse reaberta. O inquérito correu desde então até a Promotoria emitir a nota, nesta segunda-feira, com a sua conclusão.

Segundo a CNN, a ação civil que Mayorga move contra Cristiano Ronaldo confirma que ela esteve presente no hospital para um exame e que, inicialmente, recusou-se a identificar Cristiano Ronaldo à polícia, temendo humilhação pública, uma reação muito comum em casos de estupro.

Semanas depois, de acordo com o processo civil, ela revelou o nome em uma entrevista com a polícia e foi alertada pelo detetive de que a acusação motivaria uma retaliação e que suas ações seriam interpretadas como uma tentativa de extorsão

Não há novas informações sobre a ação civil, que corria em paralelo com a investigação criminal, desde que ela foi transferida de uma corte estadual para outra federal, em uma tentativa de facilitar o processo de intimação ao jogador da Juventus.

Na ação civil, os advogados de Mayorga alegam que o acordo de confidencialidade de 2010, no valor de US$ 375 mil na época, não é válido porque a defesa de Ronaldo tirou proveito do estágio emocional frágil da vítima, intimidada pela perspectiva de acusar uma estrela do futebol mundial de estupro, para obrigá-la a assiná-lo. O jogador também não teria cumprido parte do acordo.

O nome da vítima ficou em sigilo até 2018, quando a revista alemã Der Spiegel publicou um depoimento de Mayorga e documentos nos quais Cristiano Ronaldo admite que ela disse ‘não’ e ‘pare’ várias vezes durante o ato sexual em um hotel de Las Vegas que a modelo americana afirma não ter sido consensual. Os advogados do português contestam a veracidade desses documentos e acusam que eles teriam sido obtidos ilegalmente.

Cristiano Ronaldo sempre negou as acusações. “Estupro é um crime abominável que vai contra tudo o que acredito. Por mais que eu queira limpar o meu nome, eu me recuso a alimentar o espetáculo criado pelas pessoas para se promoverem às minhas custas. Minha consciência limpa me permitirá aguardar com tranquilidade os resultados de quaisquer investigações”, afirmou, em outubro de 2018.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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