Itália

Presidente da Federação Italiana cobra apoio do Governo para país sediar Eurocopa de 2032

Gabriele Gravina afirmou que tem até 15 de novembro para enviar uma carta de compromisso para a candidatura da Itália

O presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina, cobrou o apoio do governo da Itália, que elegeu uma nova primeira-ministra no último fim de semana, para que o país sedie a Eurocopa de 2032. O dirigente afirmou na Cúpula Social do Futebol, sendo realizada em Roma, que tem até 15 de novembro para enviar uma carta de compromisso para a candidatura.

A última grande competição organizada pela Itália foi a Copa do Mundo de 1990, a Euro não é totalmente disputada no país desde 1980. A última competição continental com múltiplas sedes mandou partidas no Estádio Olímpico de Roma, incluindo um dos duelos das quartas de final.

Receber a Eurocopa poderia dar um impulso para investimentos nos estádios do futebol italiano, muitos ainda com estruturas antigas, e ajudar os clubes a aumentar suas receitas com dias de jogos. No relatório da Deloitte sobre as finanças europeias da temporada 2018/19, o último sobre um ano não afetado pela pandemia, havia quatro times entre os 20 primeiros: Juventus, Internazionale, Roma e Napoli.

O maior faturamento com dia de jogo entre eles foi da Juventus – que já tem uma casa nova – em € 65 milhões. A Inter, que planeja um substituto para o San Siro ao lado do Milan, levou € 50,9 milhões. A Roma arrecadou apenas € 31,8 milhões naquele período, e o Napoli, € 15,9 milhões. Como parâmetro, o Schalke 04 teve € 53,6 milhões de dia de jogo. O Barcelona e o Real Madrid, cerca de € 150 milhões.

“O compromisso que estamos pedindo é continuar apoiando a candidatura para a Eurocopa de 2032”, disse Gravina, que descartou uma ligação para a nova primeira-ministra, Giorgia Melonio. “Eu não ligo para ninguém. Eu só tenho que levantar a questão e o confronto será como foi com o governo (Mario) Draghi. Até 15 de novembro temos que apresentar uma carta de compromisso para uma candidatura que já está recebendo muita aprovação”.

Campeã europeia, a Itália não disputará a Copa do Mundo pela segunda vez, após ser derrotada pela Macedônia do Norte na semifinal da repescagem das Eliminatórias, uma ferida “muito viva e aberta”, segundo Gravina, em declarações publicadas pelo site Calcio e Finanza.

“E dilacerante quando se refere aos jovens (jogadores) pela falta de oportunidade de vivenciar um evento como a Copa do Mundo. Quando há eventos tão negativos, é preciso manter a clareza e acreditar no projeto, sem abandonar o caminho em que grandes sacrifícios foram feitos e respeitando aqueles que passaram uma grande mensagem ao país. O projeto ainda está vivo”, disse o dirigente, que manteve Roberto Mancini no comando da seleção italiana.

A próxima Eurocopa, em 2024, voltará a ser realizada em apenas um país após a experiência com múltiplas sedes. A Alemanha será a anfitriã.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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