Presidente da federação condena provocações a Maldini

A contestação de um setor da torcida do Milan ao capitão Paolo Maldini, após seu último jogo pela equipe em San Siro, foi duramente criticada nesta segunda-feira pelo presidente da federação italiana, Giancarlo Abete.
Maldini, que atuou com a camisa rossonera por mais de 24 anos, foi aclamado pela maior parte do público após a derrota por 3 a 2 para a Roma, pela penúltima rodada do Campeonato Italiano, mas a Curva Sud, onde fica uma torcida organizada, entoou cantos provocativos e exibiu faixas contra o jogador.
“Foi uma coisa vergonhosa”, afirmou Abete. “O capitão rossonero merece respeito por tudo aquilo que representou e representa. É uma coisa que foge a qualquer lógica e compreensão. A federação está pensando em homenageá-lo com um jogo amistoso”.
Uma das faixas aludia a um suposto episódio ocorrido em 2005, depois da perda da final da Liga dos Campeões para o Milan, quando Maldini teria se referido como “mercenários e mendigos” aos torcedores que contestaram a equipe na ocasião.
“Pelos seus 25 anos de carreira, sinceros agradecimentos daqueles que você definiu mercenários e mendigos”, dizia uma das faixas. Um dos cantos exaltava Franco Baresi, de quem Maldini herdou o posto em 1997: “Há apenas um capitão”.
A entrevista coletiva que Maldini concederia nesta segunda-feira foi adiada para a próxima semana, já que o Milan deixou de garantir antecipadamente sua classificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Além do episódio com Maldini, Abete lamentou a briga generalizada ao final da partida entre Torino e Genoa: “É compreensível que houvesse tensão, mas o ocorrido é injustificável”.



