Itália

Prazer, Philippe Coutinho

Philippe Coutinho já tinha contrato firmado com a Internazionale há dois anos, mas muita gente se surpreendeu quando o jogador revelado no Vasco da Gama foi apresentado com status de reforço em julho, ao lado do técnico Rafa Benítez. Imaginava-se que o caminho do meia-atacante seria um empréstimo a outro clube, para ganhar experiência no futebol europeu. No entanto, Benítez tinha outros planos para Coutinho. Planos que têm sido recompensados com ótimas respostas do brasileiro, titular nos últimos cinco jogos da Inter.

A confiança foi conquistada durante a pré-temporada nos Estados Unidos, quando o ex-vascaíno teve boas atuações e mostrou que poderia ser útil. A princípio, Coutinho deveria ser o reserva imediato de Sneijder, por sua facilidade em se posicionar no centro da armação das jogadas. No entanto, da necessidade fez-se virtude, e ele se encontrou escalado pela esquerda no 4-2-3-1.

Com visão de jogo apurada e uma ótima capacidade de conduzir a bola e driblar em velocidade, Coutinho tem sido a nota positiva da temporada nerazzurra ao lado de Eto’o, que tem a impressionante marca de 15 gols em 13 jogos oficiais na temporada. Apesar de o time ainda não ter alcançado o padrão de jogo ideal com Benítez, a dupla funciona, e bem.

No empate por 1 a 1 com a Sampdoria, domingo passado, Coutinho deu quatro passes que deixaram companheiros em condição de marcar. Em um deles, Eto’o marcou o gol que garantiu um ponto aos nerazzurri. Outros números do brasileiro também impressionaram: 36 passes certos em 39, cinco dribles bem sucedidos em seis tentados, cinco finalizações, sendo três no alvo, além de três bolas recuperadas.

Evidentemente, não estamos falando em um jogador pronto. E talvez essa seja a melhor notícia: o Coutinho que impressiona em seu começo ainda tem muito o que evoluir, tanto na parte física quanto na técnica. A Inter trabalha para que ele ganhe massa muscular gradativamente, sem comprometer a mobilidade, a fim de ganhar explosão e resistir melhor aos choques – até porque será cada vez mais visado pelos adversários.

Outra barreira a quebrar é a do gol, que ainda não chegou em jogos oficiais. Em sua apresentação, Coutinho pediu para não ser comparado a Pato, prodígio brasileiro do lado rossonero de Milão, justamente porque não é um goleador como o compatriota. Mas quem joga em sua posição precisa participar da artilharia. Neste caso, a sensação é de que basta evitar a ansiedade, porque o gol chegará naturalmente.

Taticamente, o meia também está em processo de amadurecimento, sobretudo no que diz respeito a como se posicionar quando a posse de bola é do adversário.

A sequência de partidas, oportunidade aberta pela lesão de Diego Milito, é fundamental para que Coutinho siga amadurecendo e se mostrando um jogador importante. A primeira parte, que era superar as desconfianças e provar seu talento, ele já conseguiu. Ainda é cedo para dizer se estamos diante de um novo fenômeno, mas é seguro afirmar que ele integrará os planos da Inter e da Seleção Brasileira durante os próximos anos.

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Equipe Trivela

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