Itália

O sueco dos títulos nacionais

Nove títulos de ligas nacionais em dez temporadas. Esse é o número de campeonatos nacionais conquistados pelo atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, 30 anos, principal nome do Milan. Dos nove títulos conquistados, oito deles são consecutivos. Desde 2001/02, somente na temporada 2002/03 Ibrahimovic não foi campeão nacional. Naquela temporada, o PSV acabou campeão holandês, três pontos acima do Ajax de Ibra.

Foram dois títulos pelo Ajax (2001/02 e 2003/04), dois pela Juventus (2004/05, 2005/06, ambos cassados depois na justiça), três pela Internazionale (2006/07, 2007/08 e 2008/09), um pelo Barcelona (2009/10) e um pelo Milan (2010/11). Neste último, Ibra foi o principal nome do título. Fez uma excelente primeira metade da temporada, depois caiu de produção, mas continuou sendo fundamental ao time.

Nesta temporada, novamente Ibrahimovic é o nome da vez no Milan, mais uma vez. Até aqui na Serie A, o atacante sueco fez cinco gols em sete partidas, além de duas assistências. Na última rodada, o atacante marcou de pênalti e ainda deu um grande passe para Robinho marcar. Está claro que o Milan, ainda que tenha melhorado especialmente no meio-campo, ainda depende muito do seu principal jogador para repetir a temporada passada e conseguir o título.

O atacante é um dos principais jogadores do futebol italiano atualmente. É tão decisivo que Massimo Moratti já chegou a declarar que das grandes contratações que fez desde que assumiu a Internazionale, em 1995, o sueco seria uma que ele faria novamente. Isso mesmo com o jogador atuando atualmente pelo maior rival.

É bom lembrar que o Milan já teve um grande sueco entre os seus atacantes. Nils Liedhom defendeu os rossoneri entre 1949 e 1961. Foi campeão olímpico com a Suécia em 1956, além de ter participado de uma das melhores seleções suecas da história, que chegou à final da Copa do Mundo de 1958, vencida pelo Brasil.

Além de Liedholm, outro sueco teve muito destaque. Gunnar Nordahl é simplesmente o maior artilheiro da história do clube, com nada menos do que 221 gols em 268 jogos, uma média de 0,82 gols por partida. Defendeu o Milan entre 1949 e 1956, sendo campeão italiano duas vezes, além de ser cinco vezes artilheiro.

O que impede Ibrahimovic de ser ainda maior é o seu desempenho na Liga dos Campeões. Pelo Ajax, em um ano ficou na preliminar e no seguinte perdeu para o Milan nas quartas de final. Na dominante Internazionale, ele nunca conseguiu ajudar o time a chegar às fases mais agudas da competição. Nas três temporadas que jogou a Champions pela Inter, o time de Ibra acabou eliminado nas oitavas de final.

Quando o atacante foi para o Barcelona, então campeão e favorito ao bi, o time acabou deixando a competição justamente perdendo a disputa para a Inter, seu ex-clube. No ano seguinte,  Ibra foi para o Milan. O time foi, novamente, eliminado nas oitavas de final, e pelo Tottenham, sem tradição na competição. O Barcelona, seu ex-time, acabou campeão.

Falta uma série de atuações consistentes na Liga dos Campeões para que Ibrahimovic  suba de patamar. Falta a ele fazer o que Samuel Eto’o, por exemplo, já fez, ao ser decisivo a dois clubes diferentes em conquistas de torneios europeus. Considerando que o Milan tem, atualmente, um time capaz de ir longe na Europa, é hora de Ibrahimovic aparecer e ser decisivo para a classificação dos rossoneri às próximas fases.

Passar das oitavas de final, mais do que possível, é provável. O Milan tem time para, no mínimo, chegar às quartas de final. Menos do que isso, será um desastre.  Se fizer isso, o sueco evidenciará aos olhos do mundo o grande erro que foi não incluí-lo na lista de 23 indicados à Bola de Ouro. Ele tem talento e um time capaz ao seu lado para isso.

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Equipe Trivela

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