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Napoli teve dificuldades e ajudas para virar e continuar líder

Deu para temer, quando o Bologna fez 1 a 0, nesta 22ª rodada do Campeonato Italiano. Mas o Napoli provou que não está liderando a Serie A à toa: conseguiu o empate também precoce, aguentou certa pressão dos visitantes de Bolonha, aproveitou a chance da virada (com um pênalti polêmico, é verdade) e mostrou todo seu poder ofensivo no gol que garantiu a vitória por 3 a 1, sexta seguida na temporada – e também garantiu mais uma rodada na liderança, com 47 pontos, um à frente da Juventus.

Bastaram cerca de 40 segundos de jogo no San Paolo para que os torcedores azuis vissem que não seria nada fácil manter a liderança. Porque nesse tempo, Blerim Dzemaili deu a bola a Federico di Francesco, que cruzou da direita. Rodrigo Palacio chegou à pequena área por trás da defesa e cabeceou sem chances para Pepe Reina, fazendo 1 a 0 para os bolonheses. Só que os visitantes tiveram dois reveses logo depois. Primeiro, a saída de Simone Verdi, lesionado, dando lugar a Ladislav Krejci com apenas quatro minutos de jogo. Depois, o gol napolitano de empate, aos cinco minutos. Que contou com a sorte: após cobrança de escanteio curto, Mário Rui cruzou, a bola desviou em Palacio, encobriu o goleiro Antonio Mirante e bateu em Ibrahima Mbaye, que nada pôde fazer para evitar o 1 a 1.

A partir de então, as chances se avolumaram de parte a parte. Aos nove minutos, o Napoli tentou: uma bola alta foi interceptada por Mbaye, e sem deixá-la cair, Dries Mertens tentou encobrir Mirante de fora da área. Mas o arremate do belga foi para fora. Depois, aos 15, um cruzamento de Palacio, só tirado da área pela intervenção de Elseid Hysaj. Mas os donos da casa cresceram de novo: aos 16, numa ótima triangulação, a bola foi de Mertens a Lorenzo Insigne, e deste a José María Callejón – que finalizou mal. Caberia a Callejón iniciar a jogada seguinte de perigo partenopeu, aos 18: um passe do espanhol deixou Allan em boas condições de chute, mas o volante brasileiro pegou mal na bola.

Os Rossoblù seguiram perturbando – fosse aos 22, quando Palacio e Dzemaili chutaram em sequência na área (Kalidou Koulibaly e, depois, Mário Rui evitaram o gol), fosse aos 26, quando Reina defendeu com os pés a finalização de Palacio. Até que aos 37, o juiz Paolo Mazzoleni interferiu no resultado da partida. Fazendo jogada individual, Callejón passou por Adam Masina e caiu após leve contato com o zagueiro. Mazzoleni marcou o pênalti – e sequer levou em conta as reclamações dos jogadores do Bologna sobre a marcação. Coube a Mertens bater no canto direito de Mirante para a virada dos mandantes no San Paolo.

Mais estável no segundo tempo, o time da casa poderia até ter marcado aos 11, num chute de Marek Hamsik, para defesa de Mirante. Por fim, um veloz contra-ataque foi aproveitado para que o Napoli garantisse a tranquilidade, aos 14. Dzemaili perdeu a bola no ataque, Allan retomou a posse, e começou a jogada. Ela foi continuada por Insigne, e muito bem concluída por Mertens, que cortou da esquerda para o meio e bateu firme, no ângulo esquerdo de Mirante, fazendo 3 a 1 e afastando qualquer perigo de tropeço. O Napoli fez a sua parte e subiu na gangorra da disputa do título: um ponto à frente, segue sonhando com o scudetto após 28 anos.

Outros jogos

O atacante Moise Kean é o grande responsável pela maior surpresa da rodada. Não que a Fiorentina estivesse tão bem assim, apenas 11ª colocada que é. Porém, Kean protagonizou a goleada do Verona em pleno Artemio Franchi: fez dois gols (segundo jogador nascido após 2000 nas cinco grandes ligas europeias a fazê-lo), e o penúltimo colocado da Serie A pespegou 4 a 1 na Viola. Já em Torino 3×0 Benevento, o destaque negativo foi a expulsão do goleiro do lanterna: ao tentar cobrar um tiro de meta com rapidez, aos 34 minutos do primeiro tempo, Vid Belec chutou M’Baye Niang – e levou prontamente o cartão vermelho.

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