Itália

Mourinho: “Não era racismo com Balotelli”

O técnico da Internazionale, José Mourinho, disse não considerar que o racismo seja motivo das ofensas ao atacante Mario Balotelli pela torcida da Juventus no último sábado, no estádio Olímpico de Turim. O treinador português preferiu atribuir a postura do público bianconero a “ignorância”, apesar de cantos como “não existe um negro italiano”.

Horas antes, o técnico da seleção italiana, Marcello Lippi, havia dado uma opinião semelhante, afirmando que se fosse racismo também haveria ofensas a outros jogadores negros da Inter, como Sulley Muntari e Patrick Vieira. A Juventus foi punida com uma partida com portões fechados por causa dos incidentes.

“Não acho que seja racismo”, disse Mourinho na entrevista coletiva sobre o jogo contra a Sampdoria pela Copa da Itália. “É uma maneira ignorante, estúpida e infantil de mostrar que eles não gostam do jogador. Não porque ele seja africano, mas porque ele é bom, porque ele marca contra o time deles, porque ele dribla, porque é difícil de marcar”.

Segundo o técnico nerazzurro, se a torcida da Juventus fosse racista se voltaria contra os negros do próprio time, como o volante malinês Mohammed Sissoko: “Se é racismo, é racismo contra todos, não apenas contra o adversário. E se eu posso dizer algo em defesa da Juventus, digo que não é a primeira vez que Mario é vítima destes cantos. Aconteceu em outros estádios e até no nosso, pela torcida visitante”.

A Juventus se desculpou oficialmente pela atitude da torcida, mas decidiu recorrer da punição que obriga o time a jogar sem público contra o Lecce, dia 3 de maio.

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Equipe Trivela

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