Itália

Mourinho: “Aprendi a chorar menos do que eu costumava e conviver com a realidade”

Logo em seguida, Mourinho reclamou da Copa do Mundo e sugeriu que a Roma não tem recursos para rodar seus jogadores como os clubes mais ricos

A Roma está próxima dos líderes do Campeonato Italiano, mas está com alguns problemas. O sistema ofensivo, que marcou apenas 12 gols em nove rodadas, é um deles. Outro são as lesões, que afastaram Georginio Wijnaldum desde o começo da temporada e Paulo Dybala provavelmente até depois da Copa do Mundo, além de Nicolò Zaniolo por algumas semanas. Para a nossa sorte, José Mourinho aprendeu a chorar menos do que costumava fazer.

Pelo menos é isso que ele diz porque logo em seguida ele meio que chorou um pouco. “Se falava dessa Copa do Mundo há quatro ou cinco anos”, disse, referindo-se a ela como uma das causas para tantas lesões, pelo aperto no calendário. “Eu aprendi a chorar menos do que eu costumava e a conviver com a realidade das coisas. Direi que se joga muito, que os jogadores de hoje em dia têm uma carreira completamente diferente dos de antes, que os clubes mais ricos são privilegiados porque podem ter um plantel que lhes permite administrar os jogadores”.

Mourinho tem uma teoria sobre isso e sugeriu que a Roma está na pior posição possível. “A verdade é que, na minha opinião, existem os ricos, os menos ricos e os pobres: os pobres jogam uma competição por semana e têm mais tempo para se preparar, os ricos com o dinheiro que têm também pode jogar todos os dias trocando 10 jogadores, os menos ricos ficam em dificuldades porque jogam os mesmos jogos que os ricos, mas sem conseguir fazer todas as mudanças”, explicou.

Questionado diretamente sobre Tammy Abraham, que fez apenas dois gols na Serie A até agora, Mourinho não quis culpar o inglês pelos problemas ofensivos de um time que marcou três vezes em apenas uma das partidas do Campeonato Italiano até agora.

“É um problema do time. Não gosto de fazer esse tipo de análise. Entendo que vocês podem fazer, mas encontrarão outros jogadores de alto nível de outros times que vivem momentos similares. São momentos. Para vocês, é tudo sobre estatística. Para nós, é preciso do gol para vencer o jogo. São momentos e chegará o dia em que criaremos quatro chances e marcaremos quatro gols. O importante é olhar como equipe, sem pressionar o jogador. Nós o analisamos como time, pelo que produzimos, marcamos pouco. Mas a eficácia virá”, afirmou.

A Roma tem apenas uma vitória em três jogos na fase de grupos da Liga Europa e terá um duelo vital contra o Betis fora de casa nesta quinta-feira.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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