Ministro do Esporte da Itália: “Ainda há muitas pessoas que parecem subestimar o que nosso país está passando”
A situação na Itália está crítica, mas parece que lá, mesmo com mais de 30 mil casos do Covid-19, há quem ainda saia na rua e ignore as recomendações das autoridades. E, por isso mesmo, as restrições na Itália devem aumentar mais, segundo o Ministro da Juventude e do Esporte, Vincenzo Spadafora. A força-tarefa para combater o alto contágio do vírus deverá impor medidas ainda mais restritivas onde elas não foram feitas.
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“Os prefeitos fizeram bem em fechar os parques, mas não podemos ser mais claros do que isso. Eu não vejo esta necessidade extraordinária [de sair] apenas nesta semana, que a comunidade científica nos diz que é mais crítica em termos de picos, nos colocando e colocando os outros em risco. Certamente pode ser evitado, se nós tivermos que ser ainda mais claros na nossa linha em um futuro decreto, nós iremos fazer isso”, afirmou Vincenzo Spadafora, em entrevista ao programa Agorà, da Rai 3.
“Eu não vejo a necessidade de fazer atividades físicas nestes dias. Eu não vejo a necessidade de fazer isso nestes dias e nesta semana, que é a mais crítica, uma atividade que pode colocar você mesmo e outros em risco”, disse Spadafora.
“Nós teremos que ser ainda mais claros, nós faremos isso no próximo decreto. Nós temos que evitar isso neste momento. Novas limitações são possíveis, nós estamos vendo que a grande maioria reagiu bem, mas ainda há muitas pessoas que parecem subestimar o que nosso país está passando. Certamente nessas horas nós também iremos avaliar medidas adicionais, mas estamos dizendo claramente: devemos ficar em casa”.
O presidente da Lombardia, região onde fica a cidade de Milão e Bergamo, foi muito firme no seu pedido para que as pessoas fiquem em casa. E, mais do que isso, fez previsões bastante preocupantes. “Infelizmente, o número de infecções não diminui, eles continuam a estar altos. Em um período curto de tempo, nós não iremos mais ser capazes de atender àqueles que ficam doentes”, afirmou Attilio Fontana, o governador da Lombardia.
“Amigos, eu estou falando de um modo polido, mas em algum tempo, nós teremos que mudar o tom porque se vocês não entenderem isso de um modo bom, nós teremos que ser um pouco mais agressivos para serem entendidos. Nós estamos pedindo a vocês um sacrifício assim para salvar vidas humanas. Toda pessoa que sai de casa é um risco para si mesmo e para os outros”, afirmou ainda Fontana. “Por enquanto, nós pedimos a vocês a tranquilidade habitual, mas, se seguirmos assim, nós também iremos pedir ao governo por modos mais fortes”.
A situação é muito grave e nós precisamos aprender com a Itália, antes que possamos chegar até lá. Porque o Brasil ainda está em um passo atrás em relação à Itália, mas o potencial destrutivo aqui é enorme, pelas cidades imensamente populosas. Mesmo com um sistema de saúde pública, como há na Itália, as consequências podem ser dramáticas. Ou aprendemos com a Itália, ou seremos um caso ainda pior que os italianos.



