Ruben Amorim ignora rival e minimiza pressão antes de Juventus x Milan, mas faz alerta no clube
Português trata primeiro clássico da temporada com normalidade e cobra reação para recolocar Rossoneri no topo
Após duas boas vitórias na Serie A, o Milan chega à terceira rodada diante do primeiro adversário que pode medir a equipe de Ruben Amorim em um cenário de maior exigência. O confronto com a Juventus, neste domingo (6), em Turim, reúne dois times com 100% de aproveitamento e coloca frente a frente projetos que ainda procuram consolidar suas novas ideias em 2026/27.
Na entrevista deste sábado (5), véspera do clássico, o treinador português recusou a ideia de que os grandes jogos mereçam uma preparação diferente por serem mais importantes. Para Amorim, a cobrança faz parte da rotina de um clube como o Milan, independentemente do tamanho do adversário. A declaração também serviu para afastar qualquer tentativa de transformar a partida em um momento decisivo para sua equipe, ainda no começo da temporada.
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— Acho que depende da pressão que você coloca sobre si mesmo. É preciso vencer todos os jogos, então não acho que os grandes jogos sejam mais importantes do que os outros. Durante a pré-temporada, não vencemos algumas partidas e a pressão já existia. Em grandes clubes, sempre há grandes jogos.
— Será um bom teste para entender se melhoramos em relação à semana passada, até porque vamos enfrentar uma grande equipe e um grande treinador [Luciano Spaletti], fora de casa. Estou entusiasmado, acho que meu time está pronto. Eu estou pronto. Será um dia normal de trabalho para mim e estou entusiasmado com a ideia de ver meu time amanhã.
Rúben Amorim speaks before our trip to Turin:
🧠 Mentality
➕ Additions
💭 Building for the future pic.twitter.com/nDJbTauAnl— AC Milan (@acmilan) September 5, 2026
Ruben Amorim espera jogo difícil, mas vê Milan preparado
Ruben Amorim também evitou antecipar qualquer cenário para o confronto. A expectativa é de uma partida exigente, com duas equipes ainda em fase de construção, mas a confiança na preparação do Milan apareceu de forma clara. O treinador lembrou que o trabalho está apenas começando e que o duelo servirá para avaliar o que mudou desde a rodada anterior.
— Será uma partida muito difícil, mas estamos apenas no início da temporada. Nós estamos prontos, eles também estarão: seguramente será um belo jogo. Nunca venci a Juve como treinador, apenas como jogador do Benfica.
A lembrança do retrospecto pessoal acrescentou um detalhe à antevisão, mas não alterou o tom adotado pelo treinador. Amorim falou sobre a dificuldade do adversário e sobre a preparação do Milan, sem transformar a partida em uma oportunidade de responder às críticas ou estabelecer uma marca individual.
Chivu entra no debate, mas Amorim cobra reação do Milan
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A entrevista também teve espaço para as declarações de Cristian Chivu, treinador da Internazionale, que haviam repercutido na imprensa italiana antes do jogo contra o Napoli. Questionado sobre a preparação da equipe para os grandes jogos da temporada, Chivu reagiu à ideia de que algumas partidas seriam mais relevantes por envolverem rivais diretos na disputa pelo Scudetto.
— Jogos de rivais diretos? O que isso significa? Para vocês, que tipo de jogo é considerado um rival direto? — questionou Chivu.
O jornalista respondeu que se referia aos confrontos contra times com chances de vencer o título. Chivu, então, questionou o peso atribuído aos adversários que terminaram a temporada anterior atrás da Inter.
— Então, e os jogos contra a Milan e a Juventus? Na temporada passada, eles terminaram bem atrás. Então, para vocês, jogos contra eles contam como o quê? Eu só estou perguntando, não estou alfinetando ninguém.
Amorim foi questionado se as palavras do treinador da Inter poderiam servir de motivação para o Milan, mas rejeitou essa possibilidade. Para o português, seu time não precisa de estímulos externos para entender a responsabilidade que tem pela frente. A resposta também levou a uma cobrança mais ampla sobre o momento do clube e sobre a necessidade de recuperar o protagonismo que, na visão do treinador, o Milan deve ter no futebol italiano.
— Sobre as palavras de Chivu: para mim, se precisamos dessas palavras para nos motivar no Milan, há algo errado conosco. Nos últimos anos, terminamos em posições na tabela que nos convidam a trabalhar muito. Temos muito a trabalhar, honrar nossos torcedores e recolocar o clube nos níveis que merece. Não precisamos das palavras de Chivu para nos motivar.
— A coisa mais importante é que eu vejo o Milan e, para mim, é o melhor clube do mundo, mas em 20 anos vencemos zero Copas da Itália e um Scudettos. Há algo errado, nós sabemos. Temos muito a fazer, precisamos trabalhar e alcançar nossos objetivos a tempo. Não me importa o que Chivu ou qualquer outra pessoa diga. Mas precisamos nos concentrar no porquê de, ao longo dos anos, o Milan não ter sido o Milan — concluiu o português.
A fala deslocou o debate para além da rivalidade entre Milan, Juventus e Inter. Amorim reconheceu a grandeza do clube, mas também apontou a distância entre essa dimensão e os resultados recentes. Ao citar os títulos conquistados nas últimas duas décadas, o treinador reforçou que a cobrança não depende de provocações ou de declarações de outros técnicos. Ela nasce da própria história do Milan e da necessidade de voltar a disputar os principais troféus.