Milan esbarra em erros do passado e trava planos de Amorim no mercado
Técnico português tenta reformular elenco em busca de recuperação dos rossoneros na temporada
Ruben Amorim tenta colocar os planos em ação na tentativa de reestruturar o elenco do Milan antes da estreia na Serie A. Apesar de buscar virar a página do clube com relação à última temporada, parte dos erros ainda impacta o atual projeto.
O treinador português trabalha com um elenco que precisa de ajustes significativos, que incluem a contratação de reforços, já que até o momento apenas três jogadores desembarcaram em Milanello. No entanto, não há sinais de aceleração nas negociações.
Um dos fatores que têm travado os planos de Amorim é a falta de vendas de jogadores dispensáveis para o atual modelo do clube. Segundo o jornal “Corriere Dello Sport”, um dos principais receios dos dirigentes era com o departamento de vendas dos rossoneros.
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As preocupações se confirmaram com a ausência de jogadores em processo de saída do clube italiano. Segundo o jornal, apesar de um número relevante de atletas estar disponível para ser transferido, no momento, não há negociações em andamento e nem interesse concreto de outros clubes para sugerir uma mudança a curto prazo.
Entre os nomes apontados pelo periódico como disponíveis no mercado estão Fikayo Tomori e Pervis Estupiñán no setor defensivo;,Ruben Loftus-Cheek, Samuele Ricci, Yunus Musah e Youssouf Fofana no meio-campo, além de Santiago Giménez e Rafael Leão no setor ofensivo.
Como está a situação contratual dos dispensáveis no Milan?
Com o gargalo no próprio elenco, uma das opções do Milan é mapear o contrato dos jogadores. Tomori e Loftus-Cheek têm vínculo com o clube italiano até junho de 2027, já Fofana, Musah e Leão têm contrato até junho de 2028. Estes seriam os atletas com o vencimento de contrato mais próximo.
Por outro lado, a equipe de Milão também conta com os atletas que têm vínculo com maior duração. É o caso de Estupiñán (com contrato até junho de 2030), Ricci tem contrato até junho de 2029, com a opção de extensão por mais um ano, assim como Giménez.
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O que gera tensão nos bastidores é justamente o período ainda prolongado para o fim dos ciclos dos atletas com o clube. Isso porque, sem as saídas, as chegadas também ficam bloqueadas. O problema se torna ainda maior para Amorim, que precisa de jogadores com características específicas para desenvolver seu estilo de jogo.
Outro fator é que, segundo o “Corriere dello Sport” os dirigentes se comprometeram a apoiar o treinador no mercado de transferências com bastante rapidez, sem esperar até o final de agosto para completar o elenco. No entanto, a alta cúpula da equipe italiana enfrenta um cenário muito mais complexo do que se poderia imaginar.
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Por que Rafael Leão vive ‘situação diferente’?
Prestes a iniciar a sua oitava temporada, Rafael Leão vive um momento de maior desgaste no clube. O jogador passou a oscilar na última temporada e se envolveu em desentendimentos com o ex-técnico Massimiliano Allegri, inclusive negando um aperto de mão após ser substituído, além de ser vaiado pela torcida.
Antes da disputa da Copa do Mundo, o ponta chegou a afirmar que gostaria de deixar o Milan e apresentou um pedido formal de transferência, segundo o jornal “Gazzetta dello Sport”.
Após a repercussão, o jogador teria atraído a atenção do Aston Villa, que perdeu Youri Tielemans e Morgan Rogers na última janela, além do Barcelona e do Manchester United. Apesar do momento delicado com o clube, aos 27 anos, o atacante português ainda é um ativo importante para o Milan.
Com o desempenho abaixo do esperado nos anos recentes e as manifestações por uma saída do clube, a pedida inicial dos rossoneros, que seria de 60 milhões de euros (R$ 350 milhões), poderia cair para até 45 milhões de euros (R$ 263 milhões), segundo o jornal italiano. No entanto, até o momento, não houve qualquer investida formal pelo jogador.
Por outro lado, Leão também desempenhou um papel importante com a seleção portuguesa durante o Mundial, mesmo não sendo titular na equipe, até então comandada por Roberto Martínez.
O atacante correspondeu ao que seria esperado, sendo peça importante especialmente quando a equipe nacional buscava criatividade –com improvisos pelo lado do campo — para conseguir superar os adversários, além de se estabelecer em duelos de um contra um e em transições.