Itália

Mandzukic deixa a Europa com um currículo invejável que merecia mais crédito

Apenas Juventus até esta terça-feira. Cristiano Ronaldo continua lá, mas Mario Mandzukic trocou de clube e de continente. Totalmente ignorado por Maurizio Sarri, tornou-se o novo jogador do Al Duhail, do Catar.

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O croata é pouco citado como um dos grandes jogadores da década. E talvez nunca tenha feito os olhos dos espectadores brilharem, mas sempre foi um leão, extremamente útil e regular, e várias vezes campeão. Cinco títulos importantes pelo Dínamo Zagreb, sete pelo Bayern de Munique e mais sete pela Juventus. Um dos líderes da seleção croata na Rússia, também faz parte do seleto grupo que conseguiu anotar um gol na maior final europeia de clubes e na decisão da Copa do Mundo.

A sua regularidade é impressionante. Desde a primeira temporada completa entre os profissionais, pelo Dínamo Zagreb, 2007/08, sempre forneceu pelo menos dez gols para as suas equipes e, em oito dessas 12 temporadas, o fez na liga nacional. Seus tentos, por exemplo, ajudaram o Wolfsburg a ficar na primeira divisão na Bundesliga de 2010/11 e depois alcançar uma confortável oitava posição.

Manduzkic saiu para o Bayern de Munique e foi uma peça determinante na Tríplice Coroa conquistada sob o comando de Jupp Heynckes. Colocou 22 bolas na rede, 15 delas pela Bundesliga, e foi responsável por abrir o placar na decisão de Wembley contra o Borussia Dortmund. A campanha seguinte, treinado por Guardiola, foi sua mais prolífica, com 26 tentos, mas nunca esteve em plena sintonia com as ideias do treinador catalão.

Teve rápida passagem pelo Atlético de Madrid, também com participação importante, antes de desembarcar na Juventus. Em quatro temporadas e meia, foi um dos pilares de uma época extremamente vitoriosa, especialmente pela sua importância tática. Entre outros exemplos, deu equilíbrio ao time de Allegri que foi à final em 2016/17 e trabalhou duro para potencializar Cristiano Ronaldo quando o português chegou à Itália.

Fez 44 gols em 162 partidas pela Juventus, com quatro títulos italianos e três da Copa Itália, além do golaço de bicicleta que marcou contra o Real Madrid, em Cardiff, e é uma pena que vá embora com tão pouca pompa e circunstância. Não entrou em campo nesta temporada com Sarri. Seu último jogo oficial como bianconeri foi em 19 de maio contra a Atalanta.

Merecia mais, assim como seu invejável currículo no futebol europeu merece mais crédito do que costuma receber.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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