Itália

Lucarelli, para sempre: “Morri com o Parma e com o Parma quero renascer”

O Parma faliu. De vez. Não conseguiu a licença para disputar a Série B, depois de ser rebaixado da primeira divisão, e terá que recomeçar do zero, desde a liga regional amadora Girone D, equivalente ao quarto nível do futebol italiano. O nome do clube já mudou, a utilização do estádio Enio Tardini ainda não está confirmada, e muitas outras novidades, boas ou ruins, devem estar no horizonte do torcedor. Mas pelo menos com uma bandeira do clube ele sabe que sempre pode contar.

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Alessandro Lucarelli anunciou que fica. “Eu morri junto com o Parma e com o Parma quero renascer”, afirmou o capitão, jogador do Parma desde 2008 e filho de sindicalista que tomou a frente do elenco para organizar boicotes e criticar as instituições que permitiram ao clube chegar ao fundo do poço. “Sou sincero: mesmo com 38 anos, recebi telefonemas para me manter nos profissionais. Mas não me interessa”.

Semana passada, foi dado o pontapé inicial ao projeto Parma Calcio 1913, novo nome do clube. O empresário Guido Barrilla, o engenheiro Gian Paolo Dallara e o ex-jogador Marco Ferrari abriram a sociedade Newco 1, ou “Nuovo Inizio” para começar a arrecadar dinheiro de investidores para colocar o Parma de volta à primeira divisão assim que possível. “Coloquei-me à plena disposição de todos. Fiz isso pelo bem do Parma, não por interesses pessoais”, completou Lucarelli.

O caminho será longo e tortuoso, por mais que se inspire nos exemplos de Napoli e Fiorentina. O jeito é se inspirar, por exemplo, no time sub-15, que chegou à decisão do italiano da categoria, mesmo sem dinheiro, sem técnicos, sem médico e sem água. E também em Lucarelli que, se for preciso, morrerá novamente junto com o Parma.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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