Itália

Lippi é repreendido por rechaçar gays na seleção

A declaração do técnico da seleção italiana, Marcello Lippi, rechaçando a presença de gays declarados na seleção italiana foi recriminada por um grupo de defesa dos homossexuais. A Arcigay (Associação Gay e Lésbica Italiana) criticou o treinador por ter afirmado que não aceitaria que dois jogadores da Azzurra admitissem publicamente uma relação entre eles.

Em entrevista ao jornalista free-lancer Klaus Davi, Lippi disse que a repercussão midiática do fato, em um país com quatro jornais esportivos especializados, poderia ter má influência sobre a equipe: “Imagine como seria encarado o fato de um casal de homossexuais que jogam futebol. Ainda que do ponto de vista cultural houvesse muita gente favorável, capaz de entender e aceitar uma situação do tipo, ela seria assim mesmo instrumentalizada para assumir, no fim das contas, uma conotação negativa”.

Em nota oficial, a Arcigay rebate: “Por que, caro Lippi, os jogadores não poderiam viver publicaemnte um amor gay, quando exibem diante das câmeras seus flertes com todo tipo de apresentadoras?”

“São palavras como essas que fortalecem os preconceitos que têm as relações homossexuais como algo sujo”, prossegue o comunicado. “Ainda mais quando pronunciadas por uma pessoa que tem um papel de exemplo educativo para milhões de garotos italianos que jogam futebol e acreditam no esporte como modelo de vida social e cultural”.

“Estamos cansados de ouvir políticos, cantores e treinadores que alimentam, mesmo através do não dito, um clima envenenado por desconfiança e medo. Não queremos mais ter medo e esperamos que apareçam personagens públicos com coragem de afirmar a dignidade de cada pessoa em viver publicamente a própria existência, suas próprias relações, os próprios amores”, conclui a Arcigay.

A declaração de Lippi não é a primeira no meio da seleção italiana a irritar as organizações dos homossexuais. O zagueiro Fabio Cannavaro, capitão da Azzurra, declarou ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo em sua passagem pelo Real Madrid, na Espanha, onde a união homossexual é legalizada.

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