Itália

Jogo contra a Argentina será o “fim de um ciclo” à seleção italiana, diz Roberto Mancini

A "Finalíssima" marcará a aposentadoria de Giorgio Chiellini da seleção e também dará início a um novo processo de renovação

A partida desta quarta-feira em Wembley, a “Finalíssima” entre Itália e Argentina, campeãs da Eurocopa e da Copa América, respectivamente, será o fim de um ciclo da seleção italiana, segundo o seu técnico Roberto Mancini. Desde 2018 à frente da Itália, ele afirmou que isso não significa que 15 ou 20 jogadores serão retirados da equipe, mas que o momento é pensar no futuro e começar a construir um time que competirá pelo título da próxima Copa do Mundo.

Após ganhar a Eurocopa ano passado, a Itália mais uma vez não conseguiu vaga para o Mundial. Será o segundo seguido sem a participação da tetracampeã. O jogo da próxima quarta-feira também marcará a aposentadoria de Giorgio Chiellini do time nacional.

“É o jogo que fecha um ciclo, que honra um time campeão da Europa e um capitão como Chiellini. A partir da próxima partida, incluiremos jovens para ver o quanto valem e buscar novas soluções. Sempre usarei um, dois ou três jovens. Jogaremos sempre para vencer, não para fazer experimentos, mas o horizonte deve ser o futuro. Queremos construir a seleção que vencerá a próxima Copa do Mundo”, afirmou.

Um dos problemas para a renovação da seleção italiana é o baixo aproveitamento de jovens pelos clubes italianos, mas Mancini sabe que não pode fazer muita coisa. “Estamos trabalhando para melhorar. Não podemos influenciar nas escolhas dos clubes e esperar que eles coloquem os jovens para jogar. Podemos apenas esperar que a porcentagem aumente e que garotos de talento tenham mais experiência, muitas vezes acompanhando-os de perto”, disse.

Carlo Ancelotti se tornou o técnico com mais títulos da história da Copa dos Campeões ou da Champions League, ao vencer a competição pela quarta vez no último sábado com o Real Madrid contra o Liverpool, com uma postura defensiva, chamada pelo repórter de “um futebol realista à italiana”. Mas Mancini disse que isso não muda a sua ideia de montar um time propositivo.

“Continuo acreditando que quem toma a iniciativa e controla o jogo tem mais chances de vencer. O futebol é bonito porque tudo pode acontecer e você pode vencer de qualquer maneira. Mas continuo com a minha ideia. Escolherei sempre jogadores de grande qualidade porque para se divertir e para entregar é necessário grande qualidade. O Real Madrid é um time de grande qualidade”, afirmou.

A Itália não ganha da Argentina desde 1987 e perdeu os últimos três duelos, todos em amistosos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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