Itália quer sediar a Eurocopa 2032 para potencializar as mudanças estruturais que o futebol do país precisa
Presidente da Federação Italiana fiz que trabalha na candidatura para a Euro 2032 e que isso ajudará a resolver os problemas do futebol do país
Sediar um grande evento pode ser um modo de potencializar uma mudança estrutural? Muita gente acredita que sim e um dos exemplos usados para isso é a Alemanha, que sediou a Copa 2006 e isso potencializou a modernização de estádios e infraestrutura. É nisso que mira a Itália com a candidatura para a Eurocopa 2032, segundo o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina.
Gravina confirmou que a FIGC trabalha na candidatura italiana para a Euro 2032. Isso porque a Euro 2028 já tem uma candidatura favorita: a do Reino Unido junto com a Irlanda. As cinco nações devem receber o torneio, já que sequer precisam de obras para isso.
A Itália, ao contrário, precisará de muitas obras, especialmente na renovação ou até construção de novos estádios. Internazionale e Milan trabalham com a ideia de um novo estádio. Inicialmente, a ideia era manter um estádio conjunto para os dois clubes que seria construído ao lado do atual San Siro, com o projeto da Populous, empresa que construiu o estádio do Tottenham, previsto para 2026. Só que o projeto engasgou na burocracia italiana e os dois clubes agora buscam alternativas para estádios próprios e individuais em outras regiões da cidade.
A Roma já falou várias vezes sobre a potencial construção de um novo estádio também, assim como outros clubes pensam em renovar os atuais estádios, quase todos antigos ou no máximo renovados de forma mais intensa para a Copa de 1990, que já tem mais de 30 anos. Por isso, a ideia de sediar um grande torneio como a Eurocopa pode ser uma oportunidade de fazer com que os estádios sejam modernizados e, assim, os clubes possam também ter mais receitas com eles.
Em um evento no Departamento de Direito da Universidade de Campania Luigi Vanvitelli, em Santa Maria Capua Vetere, Gabriele Gravina comentou sobre alguns dos objetivos mais importantes da FIGC nos próximos anos.
“Estamos trabalhando para trazer para cada a organização de um evento extraordinário como a Eurocopa 2032, que irá nos permitir resolver um dos problemas que assolam o mundo do futebol, nomeadamente as infraestruturas”, afirmou Gravina.
Desde que a Juventus construiu e inaugurou o seu novo estádio, o Allianz Stadium, em 2011, ficou claro para os outros clubes que era precisa modernizar seus estádios para aumentar também a receita obtida com eles. Muitos dos estádios são do poder público, o que também cria um pouco de problema em termos de rentabilizar com propriedades como camarotes e mesmo venda de produtos e serviços, como de alimentação e bebidas. Foi um dos pontos que fez com que Milan e Inter começassem a estudar o projeto de um novo estádio, algo que não foi definido até hoje.
A Itália foi finalista da Euro 2012, sendo massacrada pela Espanha na final, foi eliminada nos pênaltis na Euro 2016 e conquistou a Euro 2020 (disputada em 2021) também nos pênaltis. O problema é que em Copas do Mundo, o registro é altamente negativo: caiu na fase de grupos em 2010 (quando era campeã) e em 2014 e sequer conseguiu se classificar em 2018 e 2022 (já como campeã europeia).



