Itália

“Itália joga dois anos em 90 minutos”, diz Toni

O atacante Luca Toni falou nesta quarta-feira sobre a importância do jogo da seleção italiana contra a Escócia, neste sábado, em Glasgow, que pode definir a classificação da Azzurra para a Eurocopa-2008. Uma vitória garante a Itália na fase final com uma rodada de antecipação, enquanto uma derrota faria com que a equipe deixasse de depender das próprias forças para se classificar.

“Neste sábado, na Escócia, jogamos dois anos de trabalho em 90 minutos”, disse aos jornalistas o jogador do Bayern de Munique. “Todos sabemos o que está em jogo. Há vários jovens neste grupo, recém-chegados, mas eles sabem perfeitamente o que está em disputa. Não é preciso dizer nada a ninguém”.

Um empate deixaria a Itália em ótima situação, já que bastaria vencer as Ilhas Faroe em casa na próxima quarta-feira. Ainda assim, Toni não considera a possibilidade de jogar pela igualdade em Hampden Park: “Jogar pelo empate significa se arriscar a perder o jogo. Eu não quero nem pensar na hipótese de perder a classificação”.

Se perder para a Escócia, a Itália precisará não apenas vencer seu último jogo, mas também esperar que a França seja derrotada pela eliminada Ucrânia em Kiev.

Toni comentou ainda os incidentes de violência no futebol italiano, que voltaram à tona com a morte de um torcedor da Lazio no último domingo. O atacante de 30 anos, que se transferiu da Fiorentina para o Bayern de Munique, admite que o futebol italiano cria uma imagem negativa de si mesmo.

“Nos jogos do Bayern há 70 mil torcedores, a maior parte de famílias e crianças”, afirmou. “Treinamos com portões abertos, não há torcidas organizadas. As pessoas chegam ao estádio três horas antes, comem, bebem, podem fazer de tudo, mas nem pensam em fazer bagunça”.

“Se conseguiram na Alemanha e na Inglaterra, podemos fazer o mesmo na Itália. Vamos parar os delinqüentes que fazem os clubes de reféns, unir as forças policiais, dirigentes e homens do futebol. Podemos, juntos, encontrar uma solução que possa devolver este esporte aos verdadeiros apaixonados. É o caso de agir, formular leis severas. Queremos jogar um outro futebol”, concluiu.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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