Eliminatórias da CopaItália

Itália sofre involução, mas consegue vitória à fórceps

Após o ótimo jogo contra o Brasil, se esperava que a Itália mantivesse a curva de crescimento ante a fragilíssima seleção de Malta, adversária da Squadra Azzurra nesta terça. Porém, a seleção tetracampeã mundial não fez uma grande partida no estádio Ta’Qali, na pequena ilha do Mar Mediterrâneo. A atuação preocupou no setor defensivo e um pouco menos no que diz respeito ao criativo, mas ao menos confirmou uma coisa: Balotelli é o jogador que pode decidir partidas complicadas.

Na quinta-feira, contra a seleção brasileira de Felipão, a Itália foi a campo com a faca nos dentes e realizou uma de suas melhores atuações na Era Prandelli. Boa ocupação de espaços, valorização de posse de bola e jogo ofensivo foram verificados na partida. Prandelli até testou o 4-3-3, módulo que considera o mais adequado à seleção se o trabalho evoluir como ele espera. O resultado poderia até ser melhor, caso El Shaarawy estivesse mais ligado no jogo, aproveitasse alguns espaços e se aproximasse mais para trabalhar a bola com Balotelli. Também poderia ser outro se Júlio César não tivesse feito ótimas defesas.

Contra Malta, o futebol apresentado pela seleção caiu muito. Na história do futebol italiano é normal que a Nazionale relaxe contra equipes menores e até chegue a sofrer, como contra os malteses, mas assustou a má forma de Bonucci. O zagueiro errou bastante e deu espaços demais para Mifsud, atacante isolado de Malta. Foram em dois erros dele que Malta teve suas melhores chances, nas duas com o mesmo atacante maltês.

Primeiro, Buffon defendeu pênalti e, depois, viu a bola explodir no travessão. Ranocchia, que tem jogado muito bem na Inter, poderia ser mais testado por Prandelli, já que a equipe passou a atuar com quatro zagueiros e não utiliza mais exclusivamente a linha defensiva da Juventus. Embora Bonucci esteja realizando boa temporada, testar uma alternativa seria uma saída válida neste estágio do trabalho.

A ausência de De Rossi, que estava suspenso, também foi sentida. A Itália se deixou encurralar por Malta muitas vezes e, caso a seleção adversária fosse mais qualificada, poderia, de fato, causar apuros. Montolivo, Pirlo e Marchisio, neste sentido, fizeram partida muito preguiçosa, e revelaram a importância do romanista no setor. Principalmente no 4-3-3, a presença de um meio-campista mais fixo, mas com boa saída de bola, se fará vital na equipe de Prandelli.

Mais uma vez, o nome do jogo foi Balotelli. Desde que deixou o Manchester City, ele já marcou 10 gols em nove jogos. Com um pênalti cavado por El Shaarawy e em outra boa jogada armada por De Sciglio (os três jovens e jogadores do Milan, fato que revela como o rossonero vem se renovando bem), ele definiu a vitória italiana. Amadurecido, enfim, é o jogador com quem a torcida azzurra deve contar daqui para frente. Já que, sustos à parte, a Itália segue forte no caminho para a Copa de 2014 – tem um jogo a menos e três pontos a mais que a Bulgária, segunda colocada no Grupo B -, e também virá ao Brasil com força em junho, para a Copa das Confederações.

Pallonetto

– Notas da Itália contra o Brasil: Buffon (6); Maggio (6), Barzagli (6,5), Bonucci (5,5), De Sciglio (6); De Rossi (6,5), Pirlo (6), Montolivo (6); Giaccherini (5,5); Osvaldo (4,5), Balotelli (7,5). Substitutos: Antonelli (sem nota), Poli (6), Diamanti (sem nota), El Shaarawy (5,5), Cerci (7), Gilardino (sem nota). Técnico: Prandelli (6,5).

– Notas da Itália contra Malta: Buffon (7); Abate (6), Barzagli (6,5), Bonucci (5), De Sciglio (6,5); Marchisio (6), Pirlo (5,5), Montolivo (5,5); Giaccherini (5,5); Balotelli (7), El Shaarawy (5,5). Substitutos: Candreva (6), Cerci (6), Gilardino (sem nota). Técnico: Prandelli (6).

– O goleiro De Sanctis, do Napoli, anunciou que se aposentou da seleção italiana antes da partida contra Malta.

– A Serie B aprovou a existência de um teto salarial, que já atingirá os contratos iniciados a partir de 1º de julho. A medida obriga os clubes a pagarem salários com um máximo de 300 mil euros por mês.

– Também foi aprovada uma emenda para auxiliar o desenvolvimento de jovens jogadores. A nova regra limita os clubes a terem um máximo de 22 jogadores com mais de 21 anos em seus elencos. O restante do plantel deve ser preenchido por jogadores sub-21.

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