Itália

Em busca da melhor posição para Dybala, Sarri o vê como falso 9 ou “trequartista”

Apesar de todo o talento que tem, a carreira de Paulo Dybala ainda não explodiu. Parte do problema é encontrar sua melhor posição. Na última temporada, foi tudo: meia ofensivo, segundo atacante, ponta e também o jogador mais avançado do ataque. Há esperança que Maurizio Sarri, novo técnico da Juventus, consiga solucionar esse enigma, caso o argentino de 25 anos não seja negociado nesta janela. Na entrevista coletiva antes de enfrentar a Internazionale em um amistoso, Sarri expôs suas ideias para a utilização de Dybala.

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Quando foi anunciado, Sarri havia dito que planejava montar seu time em torno dos jogadores mais talentosos, e citou Dybala entre eles. A questão é: onde? Na formação favorita do treinador, o 4-3-3, como “falso 9”, aquele centroavante que recua para ajudar a armar o jogo e abrir espaços na área, aproveitando os vácuos entre as linhas de defesa e meio-campo. Um jogador mais leve e de movimentação nessa posição funcionou muito bem quando Milik se machucou e Sarri tirou dezenas de gols de Dries Mertens.

Nesse caso, como fica Cristiano Ronaldo, que nos últimos anos vinha se deslocando para um papel de centroavante? “Nesta turnê, decidi utilizá-lo na posição em que ele foi mais satisfatório, como atacante pela esquerda, sabendo que ele gosta de centralizar. Ele é capaz de fazer a diferença e fará isso”, afirmou Sarri.

Em um alternativo 4-3-1-2, Dybala seria o jogador que atua atrás dos dois atacantes, papel que o próprio Sarri classificou como o de “trequartista” em sua entrevista, com Ronaldo provavelmente como um dos atacantes pela esquerda.

De qualquer maneira, Sarri tem confiança em sua capacidade tática para tirar o melhor da Juventus. “Acho que o nível de treinadores italianos é óbvio e, desse ponto de vista, nós somos um dos mais importantes movimentos. A diferença para outras ligas como a Premier League não é tática, mas econômica”, disse.

Sarri confirmou que, mediante um acordo com Buffon, Chiellini será mesmo o novo capitão. E caso ele não esteja em campo, a braçadeira passará ao jogador com mais partidas pela Juventus. “Eu disse aos rapazes que foi minha ideia, mas eu estava disposto a ouvir outras coisas também. Para mim, no entanto, a braçadeira é apenas simbólica. O capitão tem que ter a atitude certa nos vestiários”, disse.

O treinador também comemorou a contratação de Matthijs de Ligt e prometeu rodar os defensores “da maneira correta”. “Neste momento, ele está atrás os companheiros porque chegou há apenas alguns dias”, afirmou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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